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Presidente do Iémen acusa Irão de estar a expandir-se no mundo árabe

O Presidente do Iémen, Abu-Rabbu Mansour Hadi, garante estar em curso “uma guerra contra a expansão do Irão no mundo árabe”. Exilado na Arábia

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Presidente do Iémen acusa Irão de estar a expandir-se no mundo árabe

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O Presidente do Iémen, Abu-Rabbu Mansour Hadi, garante estar em curso “uma guerra contra a expansão do Irão no mundo árabe”. Exilado na Arábia Saudita por causa do conflito armado que estalou há cerca de 5 meses no Iémen, o chefe de Estado visitou este fim de semana o Sudão, um dos integrantes da coligação liderada pelos sauditas que está a combater no Iémen o movimento rebelde “houthi”, de etnia xiita e alegadamente apoiado pelo Irão.

“A expansão iraniana já chegou ao Iraque, à Síria e ao Líbano. Quando os ‘houthis’ entraram em Saná [a capital do Iémen], disseram que já tinham ocupado quatro capitais do mundo árabe”, afirmou Mansour Hadi, numa conferência de imprensa ao lado de Omar Al-Bashir, o presidente sudanês.

O líder iemenita garantiu, ainda assim, que a coligação liderada pela Arábia Saudita, que entrou no conflito em março, está a conseguir repelir os rebeldes “houthis”. A coligação congrega uma série de países árabes alegadamente preocupados com um eventual reforço iraniano na península arábica, que tem por objetivo devolver o poder no Iémen, um país de maioria sunita, a Mansour Hadi.

Os raides aéreos da coligação liderada pelos sauditas prosseguem contra posições dos rebeldes em várias regiões do Iémen. Já este domingo, da província de Hajjaf, surgiram relatos a dar conta da morte de 36 operários, na sequência do bombardeamento a uma fábrica.

A aliança liderada pelos sauditas entrou no conflito no Iémen em março, combatendo os rebeldes “houthis” e tentando prever uma alegando expansão iraniana na região.

A Amnistia Internacional dá conta do agravar da tragédia entre civis, no Iémen, e aponta o dedo à coligação liderado pelos sauditas, que usa armamento de fabrico norte-americano, e sugere estar em curso um crime de guerra, na medida em que todas as partes em conflito têm desrespeitado de forma persistente a lei internacional.

Em Taiz, a Cruz Vermelha denunciou o agravar da situação depois dos raídes efetuados sexta-feira sobre a cidade, nos quais terão morrido 65 pessoas, a maioria civis, incluindo 10 crianças. Em cinco meses de guerra no Iémen, já terão morrido mais de 4300 pessoas e, segundo a Unicef (em baixo), mais de 1,3 mil milhões de foram obrigadas a fugir de suas casas.