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Terminam buscas ao 'Olívia Ribau' depois de encontrado o último corpo

Foi recuperado, este domingo à tarde, o último corpo do último pescador desaparecido. No total cinco homens perderam a vida nesta tragédia que

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Terminam buscas ao 'Olívia Ribau' depois de encontrado o último corpo

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Foi recuperado, este domingo à tarde, o último corpo do último pescador desaparecido. No total cinco homens perderam a vida nesta tragédia que ocorreu na Figueira da Foz. Duas pessoas foram salvas. Foi necessária quase uma semana para que as autoridades dessem por concluídas operações. Durantes todos estes dias o porto da Figueira da Foz esteve encerrado à navegação.

No sábado, o vice-presidente da Comunidade Portuária da Figueira da Foz, Paulo Mariano, admitiu, que houve “vários erros” nas operações de salvamento e resgate do ‘Olívia Ribau Primeiro a “falta de equipamento (…) para tentar apoiar os náufragos, depois, para a remoção dos náufragos e [mais tarde] para tentar viabilizar, novamente, o porto, tanto de pesca, como de recreio como o comercial”.

População, associações do setor, sindicato e Câmara Municipal têm tecido duras críticas ao atraso na chegada dos meios de socorro da Marinha e do Instituto de Socorro a Náufragos (ISN). A Procuradoria-Geral da República confirmou à agência Lusa que foi aberto um inquérito-crime à operação, no Departamento de Investigação e Acção Penal de Coimbra.

O alerta de que o barco estava a afundar-se foi dado por volta das 19h15, o helicóptero só chegou por volta das 21h. O barco salva-vidas do ISN nunca chegou a entrar no mar. Segundo pescadores e associações dos setor esta embarcação está inoperacional há várias semanas.

A tragédia aconteceu na passada terça-feira. O naufrágio do arrastão ‘Olívia Ribau’, com 7 tripulantes a bordo, à entrada do porto, foi captado pela objetiva do fotógrafo Paulo Octávio. Na altura o fotógrafo contou à Euronews como tudo se passou. Era final do dia quando “foi até ao molhe norte porque, como o mar estava alterado, dava para fazer umas fotos giras. Infelizmente, aconteceu o imprevisto, o arrastão fez uma primeira abordagem para entrar, o mar não deixou e numa segunda tentativa o acidente aconteceu.”

Natural da Figueira da Foz, Paulo Octávio explica que “houve uma enorme frustração por parte de toda a gente e das autoridades no local por não ser possível acudir os homens”.

(Fotos do arrastão “‘Olívia Ribau’”, no momento do naufrágio, gentilmente cedidas pelo fotógrafo Paulo Octávio)


De acordo com o Paulo Octávio, o arrastão afundou-se durante uma segunda tentativa para entrar no porto

O arrastão Olívia Ribau naufragou pouco depois das 19h, de terça-feira, à entrada do Porto da Figueira da Foz





As operações ainda não terminaram mas o arrastão está fora do canal de navegação

A barra esteve encerrada desde as 19:30 de terça-feira. Várias embarcações, entre elas cargueiros, aguardavam autorização para entrar no porto e outras para abandoná-lo.

Michel Santos e Nara Madeira