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Eleições na Polónia: o essencial

Os polacos vão votar, no dia 25 de outubro, para eleger 460 deputados e 100 senadores. Depois do triunfo, nas presidenciais de maio, do candidato do

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Eleições na Polónia: o essencial

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Os polacos vão votar, no dia 25 de outubro, para eleger 460 deputados e 100 senadores. Depois do triunfo, nas presidenciais de maio, do candidato do partido Lei e Justiça (PiS), Andrzej Duda, as sondagens prometem a vitória aos conservadores, mas sem lhes garantir maioria absoluta.

Os grandes adversários deste sufrágio são o PiS e o Plataforma Cívica (PO), os dois maiores partidos políticos do país, ambos herdeiros do “Solidariedade”, o movimento político de oposição ao comunismo.

O que é que está em jogo?

O PO, no poder desde há oito anos, está desgatado e desmoralizado depois da derrota do seu candidato, Bronislaw Komorowski, nas presidenciais. Os ventos parecem soprar a favor dos conservadores, e depois de perder o presidente os liberais do PO pode estar à beira de perder o poder legislativo.

Sem ser contrário à presença do país na união Europeia, o PiS acusa os liberais de demasiada cedência a Bruxelas e a Moscovo, mantendo um discurso que apela ao reforço da soberania nacional. Os políticos do PO respondem acusando o PiS de populismo.

How does Poland’s electoral system work?

Na Polónia, os assentos na câmara baixa do parlamento são conquistados segundo um sistema proporcional, pelos partidos que alcançam pelo menos 5% dos votos. As coligações têm de atingir pelo menos 8%.

Existem na Polónia 41 distritos eleitorais, cada um com direito a entre sete e 19 lugares, segundo a sua dimensão.

Os 100 membros do senado são eleitos em sufrágio direto. Os assentos são distribuídos, desde 2011, de acordo com o sistema de voto majoritário.

Quais os partidos políticos polacos?

O Lei e Justiça (PiS), conservador, promete dar maior papel ao Estado na economia e baixar a idade da reforma.

O Plataforma Cívica (PO) planeia introduzir um salário mínimo por hora e dificultar contratos de trabalho temporários .

Kurkiz’15 denuncia aquilo que como o estatuto atual da Polónia de “colónia de governos estrangeiros e empresas internacionais”.

O Nowoczesna promete simplificar os impostos, acabar com o financiamento dos partidos políticos a partir do orçamento de Estado e reduzir a burocracia.

O Partido Popular da Polónia (PSL) quer promover o empreendedorismo na agricultura e alargar o apoio financeiro a empresas polacas. Normalmente aberto a coligações com partidos de esquerda ou direita, procura tradicionalmente defender os interesses dos agricultores.

O Esquerda Unida gostaria de aumentar o salário mínimo na Polónia por mais de 40%, impor um salário por hora mínimo correspondente, proibir estágios não remunerados e reduzir a idade da reforma, vinculando-a ao número de anos trabalhados.

Korwin, quer limitar a influência da UE na Polónia, acabar com a influência do Estado na economia, educação e serviços de saúde.