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Eslovénia: primeiro-ministro afirma estar disposto a agir para controlar fluxo de refugiados

Na Eslovénia o afluxo de refugiados está a colocar o país sob uma pressão sem precedentes. Entre terça-feira e a manhã desta quarta-feira, cerca de

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Eslovénia: primeiro-ministro afirma estar disposto a agir para controlar fluxo de refugiados

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Na Eslovénia o afluxo de refugiados está a colocar o país sob uma pressão sem precedentes.

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"Se a Eslovénia a isso for obrigada, estamos preparados a erguer obstáculos ao longo da fronteira de forma a dirigir os refugiados para pontos de passagem e assim tornar a situação mais fácil de gerir" - Miro Cerar, PM da Eslovénia

Entre terça-feira e a manhã desta quarta-feira, cerca de nove mil refugiados teriam entrado no país.

Na sequência do anúncio pela Áustria da adoção de medidas de segurança ao longo da fronteira com a Eslovénia, o primeiro-ministro deste país afirmou estar preparado a agir para controlar a situação.

“Quero sublinhar que a Eslovénia não pretende erguer muros. Não queremos muros entre países europeus. Se a Eslovénia a isso for obrigada, estamos preparados a erguer obstáculos ao longo da fronteira de forma a dirigir os refugiados para pontos de passagem e assim tornar a situação mais fácil de gerir”.

Esta quarta-feira chegou à Eslovénia o primeiro grupo de polícias alemães que vão ajudar a organizar o fluxo de refugiados.

A chegada dos polícias tem lugar após um pedido formal de assistência efetuado pela Eslovénia junto das instituições europeias alegando que a situação dos refugiados está a colocar demasiadas pressões sobre a polícia.

“O que temos que fazer é enfrentar esta situação em conjunto. Chegámos a acordo em Bruxelas quanto a um plano de 17 pontos que tem agora que ser implementado. É por isso que estão a chegar os primeiros polícias, outros virão nos próximos dias de outros países europeus a fim de ajudarem a resolver a situação”, afirmou a embaixatriz alemã na Eslovénia, Anna Elisabeth Prinz.

Reagindo aos anúncios da Áustria e Eslovénia, o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker falou com os líderes de ambos os países.

Ambos apelaram à implementação sem demora das decisões tomadas durante a mini-cimeira do fim de semana passado em Bruxelas a fim de evitar o agravamento da situação.