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A traição ao Papa Francisco no seio do Vaticano

O Vaticano confirmou a detenção, para interrogatório, de duas pessoas, um sacerdote espanhol, ligado à Opus Dei, e uma italiana, profissional de

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A traição ao Papa Francisco no seio do Vaticano

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O Vaticano confirmou a detenção, para interrogatório, de duas pessoas, um sacerdote espanhol, ligado à Opus Dei, e uma italiana, profissional de marketing e comunicação. São suspeitos de terem divulgado, a meios de comunicação social, documentos confidenciais da Santa Sé, e em particular do Papa Francisco, sobre a reforma da Igreja. Em comunicado, o Vaticano explica que as detenções resultaram de uma investigação iniciada há meses.

Segundo o mesmo documento a italiana, de origem marroquina, foi libertada depois de “colaborar com a investigação”. O padre espanhol continua detido.

Esta situação é vista como uma traição ao Papa Francisco:

“Mais uma vez as pessoas tentam tirar proveito de documentos roubados. Pessoas em quem o Papa confiava traíram-no. Isso não ajuda em nada a sua missão”, afirma Greg Burke, conselheiro sénior de comunicação do Vaticano.

Lucio Ángel Vallejo Balda e Francesca Chaouqui tinham trabalhado numa Comissão para a reforma das Estruturas económico-administrativas do Vaticano, criada em 2013, pelo Papa Francisco.

Nomeada pelo Papa, em julho de 2013, Chaouqui viu-se envolvida em polémicas por usar as redes sociais para deixar claras fortes opiniões religiosas e politicas.

As detenções acontecem dias antes do lançamento de dois livros que prometem trazer a lume novos escândalos no seio do Vaticano.