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Turquia: Discurso nacionalista volta a compensar nas urnas para o AKP de Erdogan

O presidente turco felicitou-se com a maioria de votos obtida pelo seu partido no sufrágio de domingo. Recep Tayyp Erdogan, falou de um voto pela

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Turquia: Discurso nacionalista volta a compensar nas urnas para o AKP de Erdogan

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O presidente turco felicitou-se com a maioria de votos obtida pelo seu partido no sufrágio de domingo.

Recep Tayyp Erdogan, falou de um voto pela “estabilidade”, pedindo ao mundo que, “respeite o resultado”. O partido AKP tinha ontem conseguido recuperar a maioria, nas urnas, depois de ter precipitado um novo sufrágio, após o impasse criado pelas eleições de junho.

“A vontade do povo mostrou que a única escolha é a favor da estabilidade, espero que seja o melhor para o nosso país. Peço ao povo que permaneça unido, como irmãos, uma Turquia unida”, afirmou o presidente turco.

Os resultados preliminares da eleição situam-se nos 49,4% para a formação do presidente, que controla agora 316 dos 550 lugares do parlamento. O CHP, o maior partido da oposição mantém o resultado nos 25% e a formação pró-curda HDP , com um recuo de 3%, consegue garantir 59 deputados no parlamento depois de obter 10,7% dos votos.

Para um apoiante do AKP, “eu penso que esta vitória é uma boa notícia para a Turquia. Um governo com um partido maioritário tem um efeito positivo na economia e junto dos mercados. Algumas pessoas podem lamentar o facto de que os governos de coligação não são habituais na Turquia”.

Para uma apoiante da oposição do CHP (Partido Republicano do Povo), “Eu não culpo o AKP pela vitória. Nós também merecemos este resultado, mas tenho pena que já não exista uma dinâmica da esquerda na Turquia”.

A recondução do executivo conservador de Ahmet Davotuglu, sem necessidade de alianças para formar governo, ocorre depois de uma campanha marcada por um atentado em Ancara e o lançamento de uma nova ofensiva militar contra os rebeldes curdos.

Dois fatores decisivos para a reeleição de Davotuglu, com um discurso de “união nacional” contra o terrorismo e o separatismo, quando o partido nacionalista MHP registou uma quebra inédita de 4%, ao obter 12% dos votos no sufrágio.