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Canadá: primeiro-ministro quer restaurar imagem do país

Restaurar a imagem do Canadá no estrangeiro. Este é um dos objetivos traçados pelo novo primeiro-ministro, Justin Trudeau. Isso mesmo disse o líder

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Canadá: primeiro-ministro quer restaurar imagem do país

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Restaurar a imagem do Canadá no estrangeiro. Este é um dos objetivos traçados pelo novo primeiro-ministro, Justin Trudeau. Isso mesmo disse o líder do Partido Liberal aos apoiantes na noite da vitória eleitoral.

“Muitos recearam que, nos últimos 10 anos, o Canadá tivesse perdido a voz da compaixão e da construção no mundo. Para esses tenho uma mensagem: em nome dos 35 milhões de canadianos, estamos de volta” garante Trudeau.

O primeiro-ministro vai ter a oportunidade de passar das palavras aos atos já na primeira viagem ao estrangeiro e mostrar aos parceiros o que mudou com esta eleição.

A estreia está marcada para meados de novembro na cimeira do G20, na Turquia. Parte depois as Filipinas para a cimeira do Fórum de Cooperação Económica da Ásia Pacífico. Malta é o país que se segue com um encontro da Commonwealt. Mas é na Cimeira do Clima em Paris que Justin Trudeau pode assinalar o regresso do Canadá e restaurar a imagem do país que em 2011 abandonou o Protocolo de Quioto em prol do setor petrolífero.

Na província de Alberta, por exemplo, estão localizadas as jazidas de areias betuminosas que converteram o Canadá numa potência mundial em matéria de produção de petróleo.

“Vou contacar os responsáveis das diferentes províncias para que o Canadá possa assumir uma posição forte para que as pessoas compreendam que a falta de entusiasmo mostrada pelo nosso país, nos últimos anos, relativamente ao clima ficou para trás” refere Trudeau.

De regresso a casa, o novo chefe de Governo promete trabalhar em questões que marcaram a campanha eleitoral, desde logo, o alívio da carga fiscal da classe média. Isto para rendimentos entre os 31 249 e 81 837 euros anuais. Os escalões mais altos, ou seja, quem ganha 183 081/ano pode vir a pagar mais.

A alteração da polémica lei antiterrorismo aprovada pelos conservadores na primavera depois dos ataques de 2014 é outra das prioridades. A legislação reforça os poderes dos serviços secretos que passam a ter um controlo inédito da Internet e a fazer espionagem no estrangeiro.

A questão dos refugiados também não foi esquecida. Até 31 de dezembro, o primeiro-ministro comprometeu-se a receber 25 mil refugiados sírios no país. Uma data que por razões logísticas e de segurança pode vir a ser revista.