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Museu Rodin reabre após restauro de 16 milhões de euros

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Museu Rodin reabre após restauro de 16 milhões de euros

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Auguste Rodin já tem reaberto ao público, de novo, o seu museu, em Paris. O apelidado Hotel Biron, um edifício do século XVIII, reabre esta

Auguste Rodin já tem reaberto ao público, de novo, o seu museu, em Paris. O apelidado Hotel Biron, um edifício do século XVIII, reabre esta quinta-feira, 12 de novembro, após 3 anos de trabalhos de renovação avaliados em cerca de 16 milhões de euros. O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, e a ministra da Cultura, Fleur Pellerin, inauguraram, segunda-feira, a renovada “casa” de Rodin.

(“Tornar Rodin acessível a todos.”)

Um dos arquitetos responsáveis pelos monumentos históricos de França, Richard Duplat, conduziu esta restauração do Museu Rodin, com a colaboração de Dominique Brard, responsável pelos projetos musegráficos e cenográficos e pelas reabilitações de vários espaços culturais públicos.

O Estado francês financiou as obras em 51 por cento, o resto foi investido pelo próprio museu, com uma participação (12 por cento) norte-americana da Fundação Cantor, proprietária de uma grande coleção de obras de Rodin e uma das grandes promotoras mundiais da obra do escultor. O museu, ainda assim, consegue autofinanciar-se através dos bronzes do escultor francês que continua a produzir e a vender.

“Somos, de certa forma, um caso único entre os museus franceses. Detemos os direitos do artista para continuarmos a produzir os bronzes originais. Estamos limitados pela lei a 12 peças, mas graças a isto fomos capazes de investir este dinheiro na renovação do Museu”, revelou Catherine Chevillot, a diretora do Museu Rodin.

Aproveitando esta reabertura, dois espaços foram dedicados por inteiro à técnica criativa de Rodin. O museu também aproveitou para substituir os bronzes mais modernos pelos moldes originais do escultor. “Rodin, como todos os escultores desde a Renascentismo, começava por trabalhar a terra, a argila. O modelo resulta do trabalho manual do artista, mas os modelos raramente eram guardados porque quando o artista retira as capas de gesso, eles são muitas vezes destruídos no processo. Estes modelos representam a derradeira e a mais fiel marca do que resta do trabalho do artista”, salienta a responsável do museu.

(“A escultura no coração: depois de 3 anos, reabre o Museu Rodine em Paris a 12 de novembro.”)

O O hotel foi utilizado por Rodin como ateliê a partir de 1908. O escultor doou a coleçâo particular das suas obras ao Estado, sob condição do espaço ser transformado num edifácio de exposição das suas obras. O Museu Rodin foi inaugurado em 1919 e, quase 100 anos depois, é um dos 10 museus mais visitados de França, recebendo, por ano, mais de 700.000 pessoas.

No Museu Rodin podem ser admiradas algumas das obras mais emblemáticas do escultor francês como a “Os Portões do Inferno”, “O Beijo”, a estátua de “Balzac” ou “O Homem que Caminha”. O mausoléu do artista situa-se na Villa des Brilliants, junto ao Hotel Biron, e diante do sepulcro pode encontrar-se “O Pensador”, uma das estátuas mais conhecidas e replicadas de Rodin.