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Macedónia constrói barreira fronteiriça sem fechar porta a refugiados

Depois da Hungria e da Eslovénia, a Macedónia tornou-se o mais recente país da rota da migração clandestina na Europa a erguer uma barreira junto à

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Macedónia constrói barreira fronteiriça sem fechar porta a refugiados

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Depois da Hungria e da Eslovénia, a Macedónia tornou-se o mais recente país da rota da migração clandestina na Europa a erguer uma barreira junto à fronteira.

As autoridades colocaram arame farpado de cerca de três metros de altura ao longo de um troço de 4km, este sábado, sob os protestos de centenas de refugiados.

O gesto das autoridades da Macedónia, que afirmam que não vão encerrar totalmente as fronteiras, ocorre na véspera de uma polémica cimeira entre a UE e a Turquia para abordar a questão dos refugiados.

Bruxelas espera travar o afluxo de migrantes, quando mais de 700 mil entraram este ano na Europa, através da rota dos balcãs, depois de cruzarem a fronteira entre a Turquia e a Grécia.

Entre os maiores defensores de um acordo com Ancara encontra-se a Alemanha, onde a Chanceler Angela Merkel é cada vez mais criticada, após ter prometido acolher um milhão de pessoas este ano no país.

Frente ao parlamento alemão, a Angela Merkel afirmara na quarta-feira, “o exemplo da Turquia mostra que é do nosso interesse que o país consiga fazer face a esta tarefa, nomeadamente albergando refugiados. E se queremos regressar a uma situação regular e legal nas fronteiras externas da UE, uma cooperação com a Turquia é indispensável”.

A cimeira deste domingo em Bruxelas deverá discutir a atribuição de 3 mil milhões de euros de ajuda a Ancara para lidar com os mais de dois milhões de refugiados instalados no país.

O acordo prevê igualmente a reabertura das negociações de adesão à UE, com a conclusão de novos capítulos, assim como o levantamento das restrições aos vistos dos cidadãos turcos que pretendem viajar aos países da UE.

Os termos do acordo estão, no entanto, longe de agradar a todos os estados-membros, face a um governo turco acusado de não respeitar os direitos humanos no país.

A urgência para já, em Bruxelas, passa por tentar salvar o espaço de livre circulação de Schengen, travando o fluxo de refugiados provenientes da Turquia.