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Protesto em Bagdade contra a presença de tropas da Turquia no norte do Iraque

Enquanto Bagdade protesta, a Turquia afirma que parou de enviar tropas para o Iraque, mas que não vai retirar as que já estão no terreno

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Protesto em Bagdade contra a presença de tropas da Turquia no norte do Iraque

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Centenas de iraquianos protestaram à porta da embaixada da Turquia, esta terça-feira, contra a presença de tropas turcas no seu território.

Ancara afirma que não vai retirar as tropas já presentes perto da frente de combate de Mossul, mas garante que parou de enviar soldados e equipamento há dois dias, quando o governo iraquiano começou a protestar pelo sucedido.

Junto à representação diplomática turca em Bagdade, um manifestante afirmou que, se a Turquia não “retirar as suas forças invasoras”, o Iraque deve boicotar “os produtos turcos e cortar todas as relações políticas e económicas” com Ancara.

No final da semana passada, um contingente fortemente armado, com cerca de 600 militares turcos, chegou ao campo de Bashika, onde a Turquia oferece formação a militantes que combatem os jihadistas do autoproclamado Estado Islâmico.

Ancara terá coordenado o envio de tropas apenas com as autoridades curdas na região, o que irritou o governo iraquiano, em Bagdade.

O primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, afirmou que, como disse o líder curdo Massoud “Barzani, os ‘peshmerga’ que são treinados por soldados turcos contribuíram para a reconquista de Sinjar”, acrescentando que o “pedido para o programa de treino veio do governador de Mossul e o ministro do Interior do Iraque teve conhecimento dele”.

Segundo Bagdade, a “Turquia violou a soberania do Iraque” ao enviar tropas para o território sem o consentimento do governo central. O primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, já pediu mesmo à NATO para “usar a sua autoridade para exortar a Turquia a retirar imediatamente do território iraquiano”.

Este caso demonstra bem a dificuldade de criar uma frente unida na luta contra a barbárie do grupo Estado Islâmico.