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"Juventude" de Paolo Sorrentino é o melhor filme europeu do ano

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"Juventude" de Paolo Sorrentino é o melhor filme europeu do ano

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“Juventude” de Paolo Sorrentino é o melhor filme europeu do ano. A trilogia “As mil e uma noites” do realizador português Miguel Gomes venceu o

“Juventude” de Paolo Sorrentino é o melhor filme europeu do ano.

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A trilogia 'As mil e uma noites' do realizador português Miguel Gomes venceu o prémio europeu de melhor Design de som, recompensando o trabalho de Vasco Pimentel e Miguel Martins.

A trilogia “As mil e uma noites” do realizador português Miguel Gomes venceu o prémio de melhor Design de som, recompensando o trabalho de Vasco Pimentel e Miguel Martins.

As várias distinções atribuídas este domingo resultam do voto dos três mil profissionais da Academia europeia de cinema, presidida por Wim Wenders.

“Na Europa, a nível político, só é mostrado o que nos separa. Enquanto o cinema europeu mostra-nos como podemos unir-nos. É essa a missão do cinema europeu”, frisou Wenders.

O prémio de melhor ator foi atribuído a Michael Caine, um dos protagonistas de “Juventude”. O ator britânico recebeu também um galardão honorário e falou do trabalho dos atores.

“Somos pessoas reais que fazem coisas divertidas. Não somos cómicos que tentam ser engraçados”, considerou Michael Caine.

Paolo Sorrentino venceu o prémio de melhor realizador europeu, depois de ter obtido a mesma distinção em 2013 pelo filme “A grande beleza”.

Atualmente em exibição em Portugal “Juventude” conta a história de dois amigos idosos de férias nos Alpes. Ambos têm consciência de que o tempo começa a esgotar-se, mas, à volta deles ninguém parece preocupar-se com o passar do tempo.

Charlotte Rampling recebeu um prémio carreira e o prémio de melhor atriz pelo filme “45 Anos”, de Andrew Haigh. A obra estreia em Portugal a 31 de dezembro e retrata as dificuldades de um casal que celebra 45 anos de casamento.

“Um Pombo Pousou Num Ramo a Refletir na Existência” venceu o prémio de melhor comédia.

O filme retrata três encontros caricatos com a morte como o de um que homem morre de ataque cardíaco ao tentar tirar a rolha de uma garrafa.

O filme de Roy Andersson venceu o Leão de Ouro no festival de Veneza e estreou em Portugal em junho.

“Sou um homem feliz e divertido. O filme merece o prémio. Ganhei um Leão de ouro em Veneza. Este filme mostra um lado diferente do meu cinema”, disse o realizador sueco.

O filme “Mustang” da realizadora turca Deniz Gamze Ergüven foi considerado a melhor descoberta cinematográfica do ano.

A longa-metragem desenrola-se numa aldeia ultraconservadora do norte da Turquia. Cinco irmãs tentam viver de forma livre mas o preço a pagar é elevado.

“O filme é contado como uma história que recorre à poesia para afastar a história da realidade. É uma resposta emocional a um certo tipo de realidade social”, contou a realizadora.

Outro premiado, Christopher Waltz incarna o papel de vilão no mais recente filme da saga James Bond. O ator austríaco defendeu a diversidade do cinema europeu.

“Felizmente não há um cinema europeu. Às vezes, colocam os filmes juntos por razões de financiamento mas esses filmes não têm uma verdadeira identidade. Todos temos orgulho em ser europeus mas cada um tem a sua identidade cultural”, sublinhou o ator austríaco.