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UE relança processo de adesão da Turquia

Recomeçaram, no contexto da crise migratória que asfixia o velho continente, as negociações do processo de adesão da Turquia à União Europeia (UE).

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UE relança processo de adesão da Turquia

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Recomeçaram, no contexto da crise migratória que asfixia o velho continente, as negociações do processo de adesão da Turquia à União Europeia (UE).

A abertura do chamado capítulo 17, sobre política económica e monetária, representa o início de um novo período para as aspirações de Ancara, como referiu, em Bruxelas, o chefe da diplomacia turca, Mevlüt Çavuşoğlu, que participou numa conferência intergovernamental, duas semanas depois da cimeira UE-Turquia: “Abrir um capítulo depois de dois anos é bastante simbólico. Penso que as relações próximas e positivas entre a UE e a Turquia são essenciais. Os desafios com que nos deparamos, como o terrorismo e as migrações, requerem relações construtivas mais prospetivas.”

Os laços entre a União Europeia e a Turquia parecem ganhar um novo fôlego, mas de ambos os lados pairam muitas incertezas no ar.

Ancara é um aliado de peso do bloco comunitário, tanto mais que a UE estendeu a mão ao executivo turco a troco de um compromisso para ajudar a estancar a chegada massiva de imigrantes e refugiados ao velho continente e de lutar contra o autodenominado Estado Islâmico.

O comissário europeu para o Alargamento, Johannes Hahn, fala num “momento propício”, mas o ministro austríaco dos Negócios Estrangeiros, Sebastien Kurz, referiu que o relançamento das negociações é feito “para que a Turquia ajude a evitar que os refugiados venham para a Europa.”

Gülsüm Alan, euronews – “A Turquia precisa de concluir, com sucesso, as negociações com a União Europeia sobre 35 capítulos de regras e padrões europeus para aderir ao bloco. A abertura do capítulo 17, sobre política económica e monetária, esta segunda-feira, significa que apenas 15 capítulos foram abertos até ao momento. Muitos outros continuam bloqueados ou terão ainda de ser discutidos. Os capítulos 23 e 24 sobre justiça e direitos fundamentais são mais controversos. Podem ser mais difíceis de abrir.”