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Eleições em Espanha: Podemos vence na Catalunha

Na Catalunha, a coligação encabeçada pelo Podemos (En Comú Podem) venceu o sufrágio num golpe para as aspirações independentistas da região. O partido de Pablo Iglesias é contra a cisão de Espanha, ma

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Eleições em Espanha: Podemos vence na Catalunha

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Na Catalunha, a coligação encabeçada pelo Podemos (En Comú Podem) venceu o sufrágio num golpe para as aspirações independentistas da região. O partido de Pablo Iglesias é contra a cisão de Espanha, mas defende a realização de um referendo vinculativo sobre a independência.

No total, os partidos que se opõem à secessão obtiveram 30 deputados contra 17 para os independentistas.

Para um deputado europeu da coligação vencedora na Catalunha, Ernest Urtasun, dos Verdes, a eleição representa o “fim do bipartidarismo e a emergência de um polo liderado pelo Podemos e por Pablo Iglesias, que vai mudar para sempre a política espanhola”.

Os independentistas da Esquerda Republicana (Esquerra Republicana) foram a segunda força mais votada na Catulunha, passando de 3 para 9 deputados, o melhor resultado na última década.

Com um governo de coligação em Madrid, a Catalunha espera, pelo menos, conseguir obter uma maior autonomia. Para um deputado europeu da Esquerda Republicana, Josep Maria Terricabras, no novo cenário político espanhol, o direito dos catalães a decidir o seu futuro num referendo, conta com uma “maioria absoluta face aos partidos que não querem mudar nada”.

O grande derrotado na região acabou por ser Artur Mas, que perdeu metade dos deputados. O Democracia e Liberdade (Democràcia i Llibertat) conseguiu 8 assentos no Parlamento em Madrid. Um dos candidatos do partido reconhece que a situação política é agora de uma “grande complexidade, muito fragmentada e obrigará a alterar a cultura política em Espanha, porque não havia uma cultura de pactos”.

“Abre-se agora um período de negociações e pactos para formar governo, uma forma de fazer política a que os partidos espanhóis não estão habituados após três décadas de bipartidarismo”, conclui a correspondente da euronews, Cristina Giner.