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Novas eleições em Espanha parecem única saída face à recusa em governar com a direita

Em Espanha, ninguém parece disposto a governar com o Partido Popular, o vencedor das eleições embora sem maioria. O cenário de novas eleições começa

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Novas eleições em Espanha parecem única saída face à recusa em governar com a direita

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Em Espanha, ninguém parece disposto a governar com o Partido Popular, o vencedor das eleições embora sem maioria. O cenário de novas eleições começa a ganhar peso. Mariano Rajoy reuniu-se esta segunda-feira com o líder do Podemos, terceira força mais votada.

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O candidato do Partido Popular está pefeitamente consciente de que não iremos facilitar, nem de forma ativa nem passiva, um governo formado por qualquer candidato do Partido Popular.

“O candidato do Partido Popular está pefeitamente consciente de que não iremos facilitar, nem de forma ativa nem passiva, um governo formado por qualquer candidato do Partido Popular. Não chegámos ao parlamento espanhol para jogar ao jogo das cadeiras nem para fazer os tradicionais compromissos políticos. É preciso que toda a gente o saiba. Se houver novas eleições, vamos enfrentá-las e creio que teremos muitas possiblidades de ganhar”, afirmou Pablo Iglesias, líder do Podemos.

Os socialistas também já reuniram com o líder do Partido Popular. Enquanto segunda força política mais votada, o PSOE afirma que está pronto a assumir as suas responsabilidades, embora Pedro Sanchez esteja fragilizado dentro do partido depois dos maus resultados eleitorais.

“A minha postura é : se Rajoy e o Partido Popular são incapazes de liderar este novo tempo com a capacidade de diálogo que se exige, o Partido Socialista abordará com firmeza a sua legítima responsabilidade de oferecer uma alternativa de governo a Espanha”, disse Pedro Sanchez.

A 13 de janeiro, os deputados tomam posse nas duas câmaras, congresso e senado, e o rei deverá começar a discutir com os diferentes líderes partidários. A partir daí os partidos têm dois meses para propor um governo. Mas não há muitas soluções à vista. Um entendimento à esquerda parece difícil. O Podemos quer um referendo sobre a independência da Catalunha, uma exigência rejeitada pelos socialistas.