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Israel acusa formalmente dois judeus de morte de família palestiniana

As autoridades israelitas acusaram formalmente dois judeus pelo fogo posto que resultou na morte de uma família palestiniana em julho do ano passado

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Israel acusa formalmente dois judeus de morte de família palestiniana

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As autoridades israelitas acusaram formalmente dois judeus pelo fogo posto que resultou na morte de uma família palestiniana em julho do ano passado, na Cisjordânia.

O primeiro, identificado como Amiram Ben-Uliel, um jovem ultra-ortodoxo e ultra-nacionalista de 21 anos proveniente de Jerusalém, foi acusado de três homícidios. O segundo é um menos, cuja identidade não foi revelada, e que foi acusado de complicidade no crime.

A procuradora Rachel Avisar Abeles explicou que outros dois membros do mesmo grupo extremista judaico a que pertencia Ben-Uliel foram acusados por outros incidentes de violência contra palestinianos.

O fogo posto de julho do ano passado resultou na morte de Saad Dawabsheh, da mulher e de um bebé de 18 meses.

O irmão de Saad, Naser Dawabsheh, diz que “os tribunais de Israel estão agora a ser testados, para ver se desta vez são capazes de uma verdadeira Justiça para os palestinianos, ainda que seja uma única vez”.

Os avogados dos acusados denunciam tortura por parte dos serviços secretos israelitas para obter as confissões dos crimes.

A morte da família Dawabsheh provocou uma vaga de indignação em Israel, particularmente depois da divulgaçao de um vídeo
no qual elementos do grupo extremista a que pertenciam os alegados atacantes parece festejar a morte do bebé.