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Bahrain e Sudão somam-se a Riade ao cortarem relações com o Irão

A Arábia Saudita afirma ter enterrado esta noite o clérigo xiita executado no sábado e cuja morte está na origem da maior escalada de tensão entre

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Bahrain e Sudão somam-se a Riade ao cortarem relações com o Irão

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A Arábia Saudita afirma ter enterrado esta noite o clérigo xiita executado no sábado e cuja morte está na origem da maior escalada de tensão entre Riade e Teerão das últimas três décadas.

O Sheikh Nimr al-Nimr, um opositor ao regime saudita, teria sido sepultado num cemitério cuja localização não foi revelada pelas autoridades do país.

Em Teerão, o regime acusa Riade de dissimular, o que considera ser, “um erro estratégico”, com a ruptura de relações diplomáticas anunciada no domingo.

“Infelizmente o governo da Arábia Saudita parece defender os seus interesses e a sua existência ao querer fomentar tensão na região”, afirmou Hossein Jaberi Ansari, o porta-voz do ministro dos Negócios Estrangeiros.

O Irão prometeu já vingar a morte do clérigo que ameaça inflamar as relações entre as comunidades xiita e sunita em todo o Médio Oriente. Riade deu 48 horas aos diplomatas iranianos para abandonarem o país, quando continua a defender a execução de Nimr al-Nimr e outras 46 pessoas acusadas de terrorismo.

“Nós estamos determinados a impedir que o Irão mobilize ou estabeleça células terroristas no nosso território ou nos países que são nossos aliados”, garantiu o ministro dos Negócios Estrangeiros Saudita, Adel Al-Jubeir.

Riade começou entretanto a repatriar os seus diplomatas baseados no Irão depois de uma embaixada e um consulado sauditas terem sido alvo de ataques no domingo.

A Rússia oferecia-se esta manhã para mediar a crise entre os dois países que assume já as proporções de um conflito bélico no Iémen, após o fracasso do acordo de paz a 15 de dezembro.

Esta manhã, países como o Bahrain, Sudão tinham-se somado à decisão saudita de cortar as relações diplomáticas com o Irão. Os Emirados Árabes Unidos anunciaram igualmente a intenção de reduzir o número de diplomatas iranianos presentes no seu território.