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Rublo em queda e russos mais pobres após férias de Natal

O rublo entrou em 2016 em queda e a pressionar ainda mais a carteira dos russos. Após as férias de novo ano e do Natal ortodoxo, a moeda da Rússia

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Rublo em queda e russos mais pobres após férias de Natal

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O rublo entrou em 2016 em queda e a pressionar ainda mais a carteira dos russos. Após as férias de novo ano e do Natal ortodoxo, a moeda da Rússia recuou cerca de 2 por cento na semana passada e esta segunda-feira apresentou-se a valer cerca de 0,013 dólares ou quase 75 rublos por dólar.

A recente instabilidade na China fez derrapar o preço do crude para os 32 dólares por barril face aos 45 dólares do início de dezembro e, sobretudo, aos 100 dólares/ barril de meados de 2014 quando o ocidente começou a aplicar sanções a Moscovo devido à anexação unilateral da até então região autónoma ucraniana da Crimeia.

(Preços do petróleo caem 2 por cento nos Estados Unidos com os mercados a perder esperança na recuperação.)

Sendo o setor energético, e nomeadamente o petróleo, um peso importante nas receitas russas, o rublo ressente-se da baixa do preço do crude e não consegue libertar-se das amarras que empurraram a Rússia para a recessão do ano passado.

A queda do valor do rublo implica que as importações ficam mais caras, o que vai afetar em última instância a carteira dos consumidores. É o caso de Tatyana, uma pensionista que reside na região de Moscovo. “Vivemos fora da cidade e as nossas pensões estão muito baixas. Como podemos sobreviver com 8000 rublos (107 dólares ou 98 euros) por mês? Os medicamentos estão mais caros e também temos de pagar a comida e as despesas da casa. É muito difícil”, lamenta Tatyana.

(Comom é que o colapso do petróleo roubou o Natal na Rússia?)

Alguns analistas, como o economista Vladimir Osakovskiy, do banco norte-americano Merril Lynch, admitem um agravamento da qualidade de vida na Rússia. “Na nossa opinião, se os preços do petróleo se mantiverem ou caírem este ano para uma média de 30 dólares por barril, então podemos esperar que a economia da Rússia derrape para uma recessão considerável pelo segundo ano consecutivo”, previu Osakovskiy.

A inflação na Rússia atingia em novembro os 15 por cento e ameaça não abrandar. Em entrevista ao jornal alemão Bild, publicada esta segunda-feira, o presidente Vladimir Putin culpa o ocidente de ter errado ao aplicar as sanções sobre a Rússia e disse confiar que o país vai dar a volta por cima. Após este regresso das férias, os simples cidadãos russos é que não ficarão assim tão confiantes quanto o líder do Kremlin quando tiverem de começar a pagar um pouco mais pelos meios de subsistência.

(O presidente russo em entrevista exclusiva ao BILD:
“A NATO e os Estados Unidos querem a vitória total sobre a União soviética.”)