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Troca de prisioneiros sem precedentes entre Irão e EUA

Depois de 543 dias encarcerado, o correspondente do Washington Post em Teerão, Jason Rezaian, foi libertado com o ex-marine Amir Hekmati e outros

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Troca de prisioneiros sem precedentes entre Irão e EUA

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Depois de 543 dias encarcerado, o correspondente do Washington Post em Teerão, Jason Rezaian, foi libertado com o ex-marine Amir Hekmati e outros três norte-americanos, numa troca de prisioneiros sem precedentes entre o Irão e os Estados Unidos.

O anúncio foi feito poucas horas antes da entrada em vigor do acordo sobre o nuclear iraniano. O vice-diretor executivo do Comité norte-americano de Proteção de Jornalistas, Robert Mahoney, frisa que “foi feito para permitir ao Irão sair das sanções internacionais” e “não é necessariamente uma indicação de melhoria na liberdade de imprensa no país”.

Washington libertou, por seu lado, sete iranianos, seis dos quais com dupla nacionalidade norte-americana. Donald Trump aproveitou a ocasião para dizer que “eles recebem 150 mil milhões de dólares, mais sete presos e [os Estados Unidos] recebem quatro”. Para o mais polémico dos aspirantes republicanos à Casa Branca, isso “não soa bem”.

A troca de prisioneiros é também mais um sinal na melhoria das relações entre Washington e Teerão, que na passada quarta-feira tinha já libertado dez fuzileiros norte-americanos, detidos 24 horas antes, quando entraram em águas territoriais iranianas. A marinha dos Estados Unidos explicou a intrusão “não intencional” como um erro de navegação.