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Tunísia impõe recolher obrigatório noturno

A Tunísia impôs um recolher obrigatório noturno em todo o país, na sequência de uma vaga de contestação de envergadura inédita desde a revolução de

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Tunísia impõe recolher obrigatório noturno

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A Tunísia impôs um recolher obrigatório noturno em todo o país, na sequência de uma vaga de contestação de envergadura inédita desde a revolução de 2011.

As manifestações contra a miséria e pela justiça social começaram no sábado passado na região pobre de Kasserine, na sequência da morte de um desempregado, espalhando-se a outras cidades e degenerando em violência nomeadamente na capital.

Em Paris, depois de ser recebido pelo presidente francês, o primeiro-ministro tunisino garantiu que a situação “acalmou” e “está controlada”. Habib Essid diz que “é um problema económico, ligado ao desemprego. [O governo] estabeleceu uma série de politicas para tentar resolves estas questões, que representam um dos principais desafios, mas não tem uma varinha mágica. O problema do desemprego não poder ser resolvido de uma só vez”.

Marcada pelos violentos protestos dos últimos dias, Kasserine foi palco esta sexta-feira de um novo protesto, pacífico, para exigir às autoridades locais que respondam às reivindicações. A polícia foi, no entanto, obrigada a intervir para impedir um homem de se imolar pelo fogo, à semelhança do incidente de Sidi Bouzid, no fim de 2010, que desencadeou a revolução no “berço” da Primavera Árabe.

Uma manifestante, mãe de um jovem desempregado, afirma que “passaram quatro anos e [os tunisinos] não pedem muito. Estão a lutar pela juventude”.

Várias organizações tunisinas e internacionais apelaram “à adoção de um modelo económico que tenha como objetivo reduzir as disparidades regionais e as desigualdades sociais”, denunciando ao mesmo tempo a falta de ação das autoridades.