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Brexit: Bancos retêm a respiração

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De  Nelson Pereira
Brexit: Bancos retêm a respiração

<p>A perspectiva do referendo britânico sobre a saída da União Europeia inquieta os bancos europeus da City londrina. </p> <p>São sobretudo as consequências estruturantes a longo termo que inquietam os grupos bancários europeus, mas não só. </p> <p>O <a href="https://www.thecityuk.com/assets/2015/Reports-PDF/Key-Facts-about-UK-financial-and-related-professional-services-2015.pdf">setor financeiro britânico</a> emprega 2,1 milhões de pessoas e em 2013 foi responsável por 11,8% do <span class="caps">PIB</span>.</p> <p>Com o fim do atual regime, as instituições financeiras estrangeiros – bancos, fundos de cobertura e outros gestores de ativos, perderiam o “passaporte” que as autoridade reguladoras britânicas concedem e que lhes dá acesso a partir de Londres a qualquer outra área económica na União Europeia, o que representa 500 milhões de consumidores.</p> <p>Apesar de as consequências serem menos graves para os bancos alemães ou franceses que para os norte-americanos, o Deutsche Bank equaciona um repatriamento parcial dos 9 mil empregados que tem em Londres, o <span class="caps">HSBC</span> quer deslocar entre mil e cinco mil para Paris.</p> <p>O Banco Central Europeu poderia retirar de Londres o essencial da sua atividade de compensação em euros, recorrendo aos meios políticos e legais para deslocar da City para o continente a sua atividade. </p> <p>Há também que contar com a volatilidade dos mercados de trocas, obrigações e ações. Se os mercados cederem ao receio, venderão as ações inglesas.</p>