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Ameaça chinesa ao setor siderúrgico europeu debatida em Bruxelas

A crise que se faz sentir sobre a indústria siderúrgica europeia e a pressão da China, acusada de praticar “dumping”, foram temas fortes no conselho

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Ameaça chinesa ao setor siderúrgico europeu debatida em Bruxelas

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A crise que se faz sentir sobre a indústria siderúrgica europeia e a pressão da China, acusada de praticar “dumping”, foram temas fortes no conselho europeu da competitividade, que se traduziu na análise de soluções viáveis para fazer frente à situação.

À chegada ao encontro desta segunda-feira, em Bruxelas, onde esteve reunido com os homólogos da União Europeia (UE), o ministro espanhol da Indústria, José Manuel Soria, alertou para a importância de proteger a UE da concorrência desleal: “Não podemos continuar com direitos ‘anti-dumping’ que não superam os 16% quando existem parceiros comerciais como os Estados Unidos que, sem qualquer tipo de complexos, estabelecem direitos ‘anti-dumping’ que, em alguns casos, podem atingir os 200%.”

Vários países defendem o alinhamento da regulamentação europeia “anti-dumping” com a dos Estados Unidos para fazer frente à sobrecapacidade produtiva da China na indústria siderúrgica.

Em Bruxelas, também se ouviram alertas de que a concessão do estatuto de economia de mercado à China pode acarretar um colapso do setor.

“Está claro que entrar na ‘economia de mercado’ sem respeitar, inteiramente, todas as regras conduz à concorrência desleal e a uma deslocalização de milhares de empregos”, sublinhou Teresa Bellanova, vice-ministra italiana do Desenvolvimento Económico.

Na Europa, a indústria siderúrgica representa 330 mil postos de trabalho diretos em 500 locais de produção.

As importações de aço chinesas dispararam no velho continente nos últimos dois anos. Em sentido inverso, as encomendas feitas a empresas europeias caíram para níveis anteriores ao da crise financeira de 2008.