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Vigília à luz de velas depois da terça feira negra em Bruxelas

Durante o dia em que ataques terroristas abanaram o coração da União Europeia, a Praça da Bolsa, em Bruxelas, foi o local onde, espontaneamente, as

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Vigília à luz de velas depois da terça feira negra em Bruxelas

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Durante o dia em que ataques terroristas abanaram o coração da União Europeia, a Praça da Bolsa, em Bruxelas, foi o local onde, espontaneamente, as pessoas começaram a afluir.
A noite caiu, as pessoas ficaram.

Testemunhos de solidariedade, como o da estudante italiana que não hesitou em ir sozinha até ao local, multiplicavam-se: “Eu quero partilhar a dor, mesmo que não seja o meu país, o meu povo. Sinto que este é o meu país, esta é a minha cidade, conheço os sítios e mesmo que não conheça ninguém aqui sinto que vivemos num mundo em que isto afecta toda a gente.”

Um trio de amigos composto por um belga e dois estrangeiros, fazia voz uníssona da resistência e da partilha de valores: “É isto, não temos medo. Reunimo-nos. Podia haver outro ataque, agora, nós não temos medo. Estamos aqui, vamos resistir, vamos ficar. Agarramo-nos às nossas liberdades, ao nosso modo de vida. Podem explodir o que quiserem, nós não vamos mudar.”

As velas acesas contrastaram com o negro do dia que fica na história da Bélgica e da Europa e com os três dias de luto oficial que agora começam.