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Curdistão: Mulheres na linha da frente contra o Estado Islâmico

Norte do Iraque, na linha da frente. Face ao denominado Estado Islâmico no Iraque e no Levante (EI) estão mulheres curdas que pegam em armas para

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Curdistão: Mulheres na linha da frente contra o Estado Islâmico

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Norte do Iraque, na linha da frente. Face ao denominado Estado Islâmico no Iraque e no Levante (EI) estão mulheres curdas que pegam em armas para atacar o inimigo ou defenderem a cidade petrolífera de Kirkuk, na região norte do Iraque. Mulheres que, com bravura, conseguiram derrotar o Estado Islâmico e retomar o controlo da cidade, em batalhas travadas ao lado dos soldados iraquianos ou sob a liderança das forças peshmergas do Curdistão.

A Euronews visitou uma das bases militares destas mulheres soldado, curdas, pertencentes ao Partido da Liberdade do Curdistão, um dos muitos grupos iranianos curdos que decidiram lutar.

“É um dever para qualquer ser humano combater um inimigo como a organização terrorista Daesh. Estou aqui ao lado dos meus irmãos e irmãs combatentes, sob a bandeira dos peshmergas. Quero participar ativamente na defesa da minha terra, da minha nação, da minha casa”., afirma a comandantre da unidade, Zohra Zahran.

A idade das mulheres desta unidade oscila entre os 18 e os 28 anos, enquanto, em regra geral, nas outras unidades das forças curdas a idade das mulheres é entre 18 e 40 anos. Todas estas combatentes femininas são voluntárias e não recebem dinheiro nem qualquer tipo de compensação pelo trabalho. Disseram-nos que servir o país delas não requer nada em troca.

“ Decidi por mim própria vir para aqui. Ainda que uma mulher seja uma mulher e um homem seja um homem, não há diferenças na nossa vida, aqui na linha da frente. Sinto muito orgulho em estar aqui, enquanto há muitos homens que continuam em casa e não fazem nada para combater este grupo terrorista”, explica uma combatente.

Percebemos perfeitamente que estas mulheres estão preparadas para morrer na guerra. Foram treinadas para lutarem até ao último suspiro, sem vacilarem perante o Estado Islâmico. Receberam instruções militares claras sobre isto. Não devem, de forma nenhuma, deixar-se capturar e compreendem bem que para o Daesh são tesouros de caça preciosos. Desde que uma caia em seu poder é desumanamente tratada, e repetidamente violada, numa interpretação religiosa muito própria, que lhes dá todos os direitos sobre estas mulheres a que chamam “prisioneiras de guerra”.

“ Mão suaves no gatilho que, aqui, assumem e carregam a responsabilidade de lutar contra o Daesh, apesar da ferocidade da batalha. A vingança pelas mulheres que foram mortas ou violadas pelos membros do Estado Islâmico dão-lhes a determinação para lutarem até à libertação completa”, comenta o repórter da euronews no local, Mohammed Shaikhibrahim.