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Migrantes: Liberdade condicionada nas ilhas gregas e querelas por comida em Idomeni

As autoridades gregas começaram a deixar sair dos campos de detenção os migrantes requerentes de asilo, que arriscam a deportação para Turquia no

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Migrantes: Liberdade condicionada nas ilhas gregas e querelas por comida em Idomeni

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As autoridades gregas começaram a deixar sair dos campos de detenção os migrantes requerentes de asilo, que arriscam a deportação para Turquia no caso de verem o pedido ser recusado.

Point of view

São tratados como um peso, um problema, um custo, mas na verdade vocês são um dom.

O acordo assinado entre Bruxelas e Ancara prevê que os requerentes de asilo sejam autorizados a deixar os centros após 25 dias de detenção. Nas ilhas gregas estão nesta situação cerca de 7500 migrantes, que apesar de redescobrirem alguma liberdade não podem viajar para o continente.

Foi um destes centros, na ilha de Lesbos, que o Papa Francisco visitou no fim de semana e de onde trouxe para o Vaticano três famílias, num total de 12 muçulmanos sírios, tentando mais uma vez dar o exemplo a uma Europa que se fecha sob o egoísmo dos seus problemas internos.

Esta terça-feira, o Sumo Pontífice pediu perdão aos migrantes:

“Perdoem o fechar de portas e a indiferença das nossas sociedades, que temem a mudança no estilo de vida e na mentalidade que a vossa presença implica. São tratados como um peso, um problema, um custo, mas na verdade vocês são um dom”.

Incapaz de encontrar uma solução digna para o problema, tal como para a guerra que o criou, a Europa vai distribuindo fundos. A Comissão Europeia promete agora à Grécia 700 milhões de euros até 2018 do fundo de emergência humanitária e alocou de imediato 83 milhões na primeira vez que este fundo é utilizado para apoiar um Estado-membro da União.

Enquanto o dinheiro não chega a quem precisa, mais de 10.000 migrantes continuam bloqueados em condições miseráveis junto à fronteira da Grécia com a Macedónia, em Idomeni, de onde chegam relatos diários de cenas de violência e querelas entre os migrantes por comida, porque a comida não chega para todos.