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Lucas di Grassi entra para a história em Paris

Na segunda temporada de existência, a Fórmula E já cumpriu um dos principais objetivos a que se propunha: organizar um grande prémio nas ruas de

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Lucas di Grassi entra para a história em Paris

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Na segunda temporada de existência, a Fórmula E já cumpriu um dos principais objetivos a que se propunha: organizar um grande prémio nas ruas de Paris. O sonho tornou-se realidade este sábado e Lucas di Grassi entrou para a história como o primeiro a vencer na capital francesa.

O brasileiro consolidou a liderança no Campeonato do Mundo com a terceira vitória da temporada, segunda consecutiva. Di Grassi esteve praticamente perfeito nas ruas de Paris, largou da frente e esteve quase sempre no comando.

A exceção foi quando teve de parar nas boxes para trocar por um monolugar com a bateria carregada. A corrida acabou em câmara lenta devido ao acidente do estreante Ma Qing Hua, que obrigou o safety car a entrar em pista nas últimas voltas. António Félix da Costa terminou na oitava posição.

O que é um monolugar elétrico?

A Fórmula E está a crescer e tem vários pontos de interesse mas vamos começar pelo básico: como é um monolugar de Fórmula E? Para responder a esta pergunta, falámos com Paul Faithfull, especialista da Dragon Racing:

“O primeiro ponto a discutir num carro elétrico é obviamente a bateria, é preciso energia. A bateria está atualmente desligada e precisa de um carregador industrial. Não podemos carregar estes carros com o tipo de carregador que temos em casa, é preciso um carregador destes que deixa a bateria pronta em 45 minutos. Precisamos por isso de uma grande fonte energética, as baterias são carregadas a 650 volts. A energia elétrica é fornecida por cabos ligados ao motor.

Nestes monolugares, os pneus são bastantes similares aos dos carros de estrada, o que é uma grande diferença para as corridas habituais de monolugares. O pneu é raiado e é muito maior e mais estreito que os dos carros de corrida habituais. Estes carros não são tão rápidos como os Fórmula 1 mas os pilotos que aqui chegam nunca dizem que são fáceis de conduzir. Pensam que não vão ter problemas e acabam a dizer que é um verdadeiro desafio, um desafio diferente.”

Efetivamente a maior parte dos pilotos está habituada a outro tipo de condução. António Félix da Costa, por exemplo já andou pela Fórmula 1 e corre também na DTM. Todos têm de se adaptar.

Para Jérôme d’Ambrosio, os carros de Fórmula E não são tão rápidos como os de Fórmula 1 mas como as corridas têm lugar em pequenos circuitos urbanos, com ruas estreitas e irregulares, “sente-se muito mais a velocidade, sobretudo durante a corrida” e os pilotos “divertem-se bastante porque há muito mais oportunidades de ultrapassagem.”

Quando os espetadores decidem corridas

Milhares de espetadores juntaram-se nas ruas de Paris para ver a corrida e podem ter uma palavra a dizer no vencedor, votando no seu piloto preferido.

O fanboost é uma iniciativa única no mundo do desporto motorizado, trata-se de um verdadeiro concurso de popularidade nas redes sociais mas com resultados práticos. Os pilotos mais votados antes de cada corrida têm a oportunidade de contar em corrida com um acréscimo de potência durante cinco segundos e que pode fazer toda a diferença.

Loïc Duval não tem dúvidas sobre a ajuda proporcionada pelo fanboost: “Os adeptos podem ajudar o seu piloto favorito a vencer uma corrida numa ultrapassagem. Foi o que aconteceu no México, o mês passado. O piloto que seguia na segunda posição conseguiu alcançar a liderança com a ajuda do fanboost. Foram verdadeiramente os seus adeptos que lhe permitiram ganhar a corrida.

O eterno Rossi e a primeira vez de Paddon

Os motivos de interesse no desporto motorizado este fim de semana não se limitaram a Paris. Na Moto GP, a temporada europeia teve início em Jerez de La Frontera.

O Grande Prémio de Espanha foi um passeio para Valentino Rossi, que dominou a corrida do início ao fim. O italiano nunca foi ameaçado por Jorge Lorenzo, que terminou na segunda posição. Marc Márquez completou o pódio e continua a liderar o mundial. Na moto dois, Miguel Oliveira caiu quando seguia em sexto.

Na Argentina, Hayden Paddon estreou-se a vencer no mundial de Ralis. O neozelandês impôs-se ao francês Sébastien Ogier, que apesar de tudo continua a liderar o Campeonato do Mundo. A próxima prova terá lugar nas estradas portugueses, o Rali de Portugal tem início a 19 de maio.