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Egito: Leitura da quarta sentença de Mohamed Morsi conhecida em Junho

Mohamed Morsi, antigo Presidente do Egito deposto no golpe militar de 2013, conhecerá a sua quarta sentença em junho, adiada este sábado (7) por motivos de segurança.

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Egito: Leitura da quarta sentença de Mohamed Morsi conhecida em Junho

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Mohamed Morsi, antigo Presidente do Egito deposto no golpe militar de 2013, conhecerá a sua quarta sentença em junho, adiada este sábado (7) por motivos de segurança.

Morsi e outros arguidos foram acusados de entregar a Doha “documentos secretos” com “informação detalhada sobre elementos de defesa nacional egípcia”. Os documentos teriam sido, segundo a acusação, vendidos ao Qatar pelos acusados, que teriam recebido milhões de dólares norte-americanos.

As autoridades egípcias pediram a pena de morte para seis pessoas, três das quais jornalistas. Dois dos jornalistas trabalham para o canal de informação al-Jazeera, cuja sede se encontra em Doha, Qatar. Segundo a agência Reuters, um dos jornalistas teria a nacionalidade jordana.

O Governo do Qatar tem vindo a apoiar Morsi, pelo que o atual poder no Cairo acusou, em reperidas ocasiões, o pequeno Estado do Golfo de apoiar o movimento islamista Irmandade Muçulmana. Desde julho de 2013, altura em que Abdel Fattah al-Sisi assumiu o poder, as relações entre Doha e o Cairo ficaram marcadas por um progressivo distanciamento.

A quarta sentença para Morsi

Morsi foi o primeiro Presidente egípcio eleito democraticamente em décadas e foi derrubado por um golpe militar em julho de 2013.

Esta foi a quarta sentença de um tribunal egípcio contra Morsi, que foi anteriormente acusado em diferentes processos independentes à pena de morte, à prisão perpétua e a 20 anos de prisão.

Em abril de 2015, um tribunal do Cairo condenou Mohanmed Morsi a 20 anos de prisão, acusado de responsabilidade pelas centenas de mortos durante os violentos protestos de dezembro de 2012 que opuseram simpatizantes da Irmandade Muçulmana e manifestantes contra os islamistas, então no poder. Morsi foi acusado pela justiça egípcia de incitação à violência de permitir que os apoiantes da oposição fossem torturados.

Os protestos dariam origem ao golpe de Estado militar que o derrubou, em julho de 2013.

Em maio de 2015, Morsi foi condenado à pena de morte pela evasão em massa dos detidos de uma prisão, episódio que teve lugar em 2011, durantes as revoltas de mais de duas semanas que culminaram com fim da era Mubarak, em 2011.

Foi ainda condenado a prisão perpétua por espionagem a favor do Irão, assim como de líderes de grupos islamistas radicais próximos de Teerão, como o Hamas palestiniano e o Hezbollah libanês.

Desde então, os militares e a polícia egípcia têm reprimido qualquer manifestação dos apoiantes de Morsi e da Irmandade Muçulmanam, sendo responsáveis, até ao momento, pela morte de mais de mil manifestantes e pela detenção de milhares de islamistas.

Centenas dos apoiantes de Morsi e membros da Irmandade Muçulmana foram julgados pela justiça egípcia e condenados a sentenças de morte, embora vários tenham beneficiado da possibilidade de ir a novo julgamento.