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Cassius Clay, Muhammad Ali, "O Maior": 1942-2016

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Cassius Clay, Muhammad Ali, "O Maior": 1942-2016

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Muhammad Ali conquistou o epíteto de “O Maior”.

É considerado um dos melhores campeões na história do mundo do boxe na categoria de pesos-pesados.
O pugilista-norte americano nasceu com o nome de Cassius Marcellus Clay em 1942 no estado do Kentucky, e ficou conhecido pelo estilo de combate pouco ortodoxo e pela forma como, antes de subir ao ringue, provocava os adversários.

Em 1960 foi campeão olímpico, mas o estrelato chegou em 1964, quando, com 22 anos, conquistou o título de Campeão do Mundo de pesos-pesados ao derrotar, contra todas as expectativas, o Campeão em título Sonny Liston. Ali conseguiu mesmo prever em que round bateria o adversário.

A carreira desportiva entrou num impasse em 1967 ao recusar alistar-se no Exército Norte-Americano e combater no Vietname. Na altura, afirmou: “Os chamados negros vão combater a milhares de quilómetros dos Estados Unidos, para lançar bombas e balas sobre pessoas inocentes que nunca nos incomodaram. Mas eu digo frontalmente: não, eu não.”

Ali teve a licença de combate confiscada durante 3 anos, mas as suas palavras de recusa serviram de inspiração para ondas de protesto contra a guerra do Vietname que abalaram o final dos anos 60. Para ganhar dinheiro, dado não poder fazê-lo como pugilista, participou num musical da Broadway chamado Buck White.

O regresso aos ringues aconteceu em 1970 e a primeira derrota de Muhammad Ali, como profissional, foi em 1971 num célebre confronto com o jovem Joe Frazier, que ficou conhecido como “o combate do século”. Foi a primeira vez que dois pugilistas nunca antes derrotados se enfrentavam para o título de pesos pesados.
Ali perdeu o título mundial, mas, em 1974, recuperou-o num combate histórico frente a George Foreman. Era, de novo, o melhor do mundo.

Ali era, então, não apenas um ícone cultural mas também desportivo. O combate de 15 assaltos com o desconhecido Chuck Wepner inspirou Sylvester Stalone no filme “Rocky”.

A carreira de Ali foi marcada pelo apoio público ao controverso líder do movimento Nação do Islão, Elijah Muhammad e pela posterior conversão ao Islão, mudando o nome de Cassius Clay para Muhammad Ali.

A defesa que desde cedo faz contra a segregação e pela cultura afro-americana tinha-lhe valido antes uma alteração de nome de Cassius Clay para Cassius X, tal como Malcolm X, numa alusão à ausência de nome de família de origem africana. Valeu-lhe também, em 2005, a medalha de Paz Otto Hanh, recebida em Berlim.

Ali foi considerado o melhor na época de ouro dos pesos pesados do boxe. Em 1999, foi nomeado Desportista do Século pela Sports Illustrated e a BBC atribuiu-lhe também o título de Personalidade Desportiva do Século.

Muhammad Ali retirou-se em 1981. Três anos depois foi-lhe diagnosticada a doença de Parkinson. Apesar da doença, Ali sempre tentou permanecer uma figura pública activa e influente. Foi casado quatro vezes e teve nove filhos.

“O Maior” parece nunca ter deixado de lado o seu lema para o ringue: “Voa como uma borboleta, pica como uma abelha e ataca, rapaz, ataca.”

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