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Iraque: Milícias xiitas querem lançar ataque sobre Fallujah

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Iraque: Milícias xiitas querem lançar ataque sobre Fallujah

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Uma milícia apoiada pela República Islâmica do Irão disse este sábado (4) que tinha a intenção de lançar um ataque sobre a cidade iraquiana de Fallujah, a 50 quilómetros a leste da capital Bagdade. O alegado ataque teria apenas lugar uma vez que, segundo as milícias, os civis tivessem deixado a cidade. O anuncio surge depois do grupo ter dito que deixaria para o exército iraquiano a missão de recuperar a localidade considerada como um dos grandes feudos do autoproclamado Estado Islâmico (EI) ou Daesh, pela sigla em língua árabe.

“Não entraremos em Fallujah enquanto existam famílias na cidade”, disse Hadi al-Amiri, líder da organização Badr, parte da coligação conhecida como Hashid Shaabi (Mobilização Popular).

“Claro que entraremos na cidade para limpá-la daquele cancro maquiavélico e ninguém nos vai impedir”, continuou al-Amiri.

Os residentes de Fallujah continuavam, este sábado, a cidade, muitos depois de terem passado semanas escondidos para evitar cair nas mãos dos militantes. Foi o caso de Um Firas, que fugiu com os filhos para uma zona segura:

“Estivemos escondidos numa casa durante dias. Tentámos evitar os homens do Daesh. Se nos tivessem encontrado, teriam cortado as nossas cabeças. Graças a deus conseguimos fugir para um lugar seguro”, disse Firas.

As organizações humanitárias no terreno estimam que cerca de 50 mil civis continuam bloqueados no interior da cidade. Muitos dos que vão conseguindo fugir dizem que os jihadistas os ameaçam de morte caso tentem deixar a cidade ou as suas casas.

As Nações Unidas disseram, dia 1 de junho, que cerca de 20 mil crianças corriam o risco de serem recrutados pelos militantes do Daesh na cidade. A ONU acusou ainda os jihadistas de utilizarem civis como escudos humanos para se defedenderem dos ataques do exército iraquiano.

O Crescente Vermelho iraquiano continua, entretanto, com entregas de ajuda às famílias mais necessitadas. Muitas ficaram sem acesso a bens de primeira de necessidade ao deixar casa e trabalho por causa dos ataques do exército sobre Fallujah.

Fallujah foi a primeira cidade iraquiana capturada pelos jihadistas do Daesh em janeiro de 2014. É a segunda maior urbe ainda nas mãos dos islamistas no Iraque, depois de Mossul (norte). Os políticos sunitas, no entanto, dizem-se preocupados pela presença de milícias xiitas ao lado do exército governamental iraquiano na batalha pela reconquista de Fallujah, pois temem posteiores tensões sectárias.

O primeiro-ministro iraquiano Haider al-Abadi disse dia 1 de junho que a ofensiva para expulsar os militantes sunitas ultraconservadores tinha abandonado o ritmo para permitir que cerca de 50 mil residentes pudessem abandonar a região, uma vez que se encontravam privados de acessos a necessidades básicas, como água e assistência de saúde. As Nações Unidas confirmaram a situação de precariedade em que se encontrava a população em Fallujah.

Fallujah é também um lugar histórico da insurgência contra a ocupação do território iraquiano por parte dos Estados Unidos e contra o domínio xiita no país, consolidado depois da queda de Saddam Hussein, sunita, em 2003.

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