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Paris aguarda descida do Sena com alerta laranja e turismo paralizado

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De  Antonio Oliveira E Silva  com AFP, FRANCE TV INFO
Paris aguarda descida do Sena com alerta laranja e turismo paralizado

<p>Na noite desta sexta-feira, o caudal do rio Sena, em Paris, chegou a superar seis metros, algo que não acontecia desde 1982. Ainda que o ritmo da subida das águas tenha diminuido, Paris continuava, na madrugada deste sábado, em alerta laranja.</p> <p>As águas poderiam subir até seis metros e meio, na pior das hipóteses, segundo as previsõe mais pessimistas do Governo francês, o que, ainda assim, ficaria longe dos níveis atingidos em 1910, quando o rio superou 8,60 m. </p> <p>A subida das águas do Sena em Paris concentram, uma semana depois do início dos temporais que afetam vários países europeus, as preocupações das autoridades.</p> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="en"><p lang="fr" dir="ltr"><a href="https://twitter.com/hashtag/METEO?src=hash">#METEO</a> Voici des photos aériennes de la Seine en crue <a href="https://t.co/FcV0TanGBv">https://t.co/FcV0TanGBv</a> <a href="https://t.co/PhEFX3ZFIV">pic.twitter.com/PhEFX3ZFIV</a></p>— francetv info (@francetvinfo) <a href="https://twitter.com/francetvinfo/status/739193165777932289">June 4, 2016</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p>A empresa pública de caminhos de ferro <span class="caps">SNCF</span> fechou a linha C dos serviços interubanos, que atravessa o centro da cidade, quase sempre, através de túneis e que é utilizada pelos turistas que visitam a Torre Eiffel e a Catedral de Nôtre-Dame.</p> <p>Os museus do Louvre e de Orsay, entretanto, decidiram pôr a salvo algumas das suas obras por causa das copiosas chuvas e continuam fechados ao público, tal como o Grand Palais e a Biblioteca François Miterrand. </p> <p>Alguns apartamentos próximos das margens do Sena, no decimo sexto bairro, ficaram inundados. </p> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="en"><p lang="fr" dir="ltr"><a href="https://twitter.com/hashtag/CrueSeine?src=hash">#CrueSeine</a> et autres, <a href="https://twitter.com/hashtag/inondations?src=hash">#inondations</a>, intempéries : à quoi faut-il s'attendre pour ce week-end ?<br /> <br /> On fait le point ⬇️ <a href="https://t.co/MblHeFb5Hf">https://t.co/MblHeFb5Hf</a></p>— francetv info (@francetvinfo) <a href="https://twitter.com/francetvinfo/status/738810018850447360">June 3, 2016</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p>O presidente francês, François Hollande, deslocou-se na madrugada de sexta-feira para sábado ao museu do Louvre para animar as equipas que se ocupavam de evacuar as obras de arte.</p> <p>Entretanto, a Câmara Municipal de Paris anunciou a abertura de dois locais para acolher as pessoas que vivem na cidade sem abrigo. No entanto, os serviços do município explicaram à Agência France Presse que não se previa que ninguém deixasse as suas casas na cidade e que não se esperava qualquer corte na distribuição de energia em Paris. </p> <h3>Desalojados no centro do país</h3> <p>Na região Centre-Val de Loire (a sul de Paris), 850 pessoas tiveram de deixar as suas casas em diferentes localidades, pois temia-se que um dique cedesse à pressão das águas do rio Cher, inundando a região. </p> <p>No departamento de Meurthe-et-Moselle, região atualmente conhecida nos media franceses como Grand Est (nome provisório), 100 pessoas tiveram de deixar as suas casas na sexta-feira depois dos violentos vendavais registados e que contribuiram para uma rápida subida do nível das águas em vários municípios.</p> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="en"><p lang="fr" dir="ltr"><a href="https://twitter.com/hashtag/Inondations?src=hash">#Inondations</a> dans la <a href="https://twitter.com/hashtag/Ni%C3%A8vre?src=hash">#Nièvre</a> : Les niveaux d’eau baissent enfin ! >> <a href="https://t.co/EE7tsfbY6v">https://t.co/EE7tsfbY6v</a> <a href="https://t.co/g6bN7D5abK">pic.twitter.com/g6bN7D5abK</a></p>— Le Journal Du Centre (@lejdc_fr) <a href="https://twitter.com/lejdc_fr/status/738991191346143232">June 4, 2016</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p>No departamento de Seine-et-Marne (região de Paris Île-de-France), registava-se, na sexta-feira, uma lenta descida do nível das águas e as pessoas começavam com os trabalhos de recuperação e de cálculo dos prejuízos. </p> <h3>Prejuízos de 600 milhões de euros</h3> <p>Segundo o presidente da Associação Francesa de Seguradoras (<span class="caps">AFA</span>, pela sigla em francês), Bernard Spitz, os prejuízos provocados pelo temporal seriam de, pelo menos 600 milhões de euros. </p> <p>Segundo a energética <span class="caps">ENEDIS</span>, cerca de 18 mil casas continuavam sem eletricidade na sexta-feira (2) à noite. </p> <p>Desde o passado fim-de-semana, pelo menos 20 mil pessoas tiveram de deixar as suas casas e passar a noite em abrigos geridos pelos serviços de proteção civil e foram registadas mais de 16 mil ocorrências em todo o território continental francês.</p> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="en"><p lang="fr" dir="ltr"><a href="https://twitter.com/hashtag/CrueSeine?src=hash">#CrueSeine</a> : <span class="caps">URGENT</span>-<span class="caps">SNCF</span> ferme <a href="https://twitter.com/RERC_SNCF"><code>RERC_SNCF</a> en intra-muros après 16h. Consultez l&#39;Info sur <a href="https://t.co/v6MyhhHGhn">https://t.co/v6MyhhHGhn</a> <a href="https://t.co/fJ0gUWLCru">pic.twitter.com/fJ0gUWLCru</a></p>&mdash; SNCF Newsroom (</code>SNCF_infopresse) <a href="https://twitter.com/SNCF_infopresse/status/738334058598567936">June 2, 2016</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <div style="background-color:#e8e8e8; font-size:12px; padding:8px;border-radius:8px;"> <p> <p><strong>A empresa pública de caminhos de ferro <span class="caps">SNCF</span> (Sociedade Nacional dos Caminhos de Ferro Franceses) refere que os custos relacionados com as cheias são “de ordem catastrófica” e que se contam em dezenas de milhões de euros. Guillaume Pepy, o presidente da <span class="caps">SNCF</span>, apelou ainda os sindicatos a fazer uma pausa no movimento grevista “por solidariedade” para com as vítimas das cheias, proposta rejeitada pelos trabalhadores, que protestam contra as alterações à atual lei do trabalho do presidente François Hollande.</strong> </p> </p> </div>