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EUA: Ataque de Orlando coloca terrorismo no centro da campanha eleitoral

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De  Euronews
EUA: Ataque de Orlando coloca terrorismo no centro da campanha eleitoral

<p>O tiroteio numa discoteca frequentada pela comunidade homossexual em Orlando, no estado norte-americano da Florida, colocou a segurança interna e o combate ao terrorismo no centro da discussão da campanha presidencial.</p> <p>Os norte-americanos escolhem o substituto de Barack Obama, na Casa Branca, em novembro.</p> <p>O pressuposto candidato, pelo Partido Republicano, Donald Trump, manifestou-se exigindo mais medidas contra o extremismo islâmico.<br /> Hillary Clinton, pré-candidata pelo Partido Democrata apelou à unidade nacional e ao fim ao ódio.</p> <p>O correspondente da euronews, Stefan Grobe, faz a análise da situação após o atentado à discoteca Pulse.</p> <p>Nial O’Reilly: Stefan, a escala deste ataque uniu o país, de alguma forma, mas reabriu, também, algumas divisões sobre o controlo de armas, segurança interna e terrorismo. Qual será o impacto que isto terá na campanha presidencial?</p> <p>Stefan Grobe: Orlando pode ser o primeiro teste da campanha presidencial de 2016, dando a ambos os candidatos a oportunidade de parecerem presidenciais. Os dois oferecem abordagens, totalmente, diferentes. Donald Trump disse, no Twitter, que sempre avisou que isto iria acontecer. Quase, triunfantemente, deu a si mesmo uma palmadinha nas costas, pedindo medidas mais duras e mais inteligentes para combater o terrorismo islâmico e renovando os seus apelos para uma guerra total contra o Daesh, no Médio Oriente, e para se proibir a entrada de muçulmanos que querem viajar para os Estados Unidos. </p> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="en"><p lang="en" dir="ltr">Appreciate the congrats for being right on radical Islamic terrorism, I don't want congrats, I want toughness & vigilance. We must be smart!</p>— Donald J. Trump (@realDonaldTrump) <a href="https://twitter.com/realDonaldTrump/status/742034549232766976">June 12, 2016</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p>Hillary Clinton foi muito mais moderada, muito mais suave. Ela falou sobre o heroísmo dos socorristas. Apelando à unidade nacional, disse: “Esta é a altura de nos unirmos, esta não é a altura para demonizar os membros da nação americana. Ela é, naturalmente, contra a proibição da entrada de muçulmanos. Ela disse que não podemos demonizar a comunidade muçulmana pois precisamos dela para combater isto. É claro que ela mencionou, também, outros ângulos desta história horrível como a violência contra a comunidade <span class="caps">LGBT</span>, a violência armada, e – a nível mais amplo – o ódio em geral, como sendo um dos problemas mais difíceis que a sociedade enfrenta. Assim, a campanha presidencial apropriou-se deste acontecimento e tornou o terrorismo numa das principais prioridades.</p> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="en"><p lang="en" dir="ltr">“We cannot demonize, demagogue, and declare war on an entire religion…Hate is not the answer to hate.” —Hillary</p>— Hillary Clinton (@HillaryClinton) <a href="https://twitter.com/HillaryClinton/status/742367624089194496">June 13, 2016</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p>Nial O’Reilly: Em quem é que os norte-americanos devem confiar mais sobre terrorismo: Trump ou Clinton?</p> <p>Stefan Grobe: Para os norte-americanos de todas as esferas da vida, o terrorismo é uma prioridade nesta campanha. A maioria dos americanos, segundo as sondagens, diz que Donald Trump é, provavelmente, mais duro contra o terrorismo mas diz, também, que Hillary Clinton é muito mais forte do que Trump quando se trata de temperamento e experiência – e são necessários os dois para combater o terrorismo. A propósito, a reação do público norte-americano foi surpreendentemente suave. Isto pode explicar-se por ter acontecido durante um fim de semana muito quente, no início do verão, ou – e isto é, provavelmente, pior – porque os norte-americanos estão acostumados a este tipo de violência, considerando-o quase como sendo um “evento como um tornado” que atinge o país, de vez em quando.</p>