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A fantasia da Disney sobre os escombros de uma aldeia em Xangai

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A fantasia da Disney sobre os escombros de uma aldeia em Xangai

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A China prepara-se para inaugurar, esta quinta-feira, o primeiro parque de diversões da Disney no país.

Um negócio da China para a multinacional norte-americana, que abre as portas do maior castelo da cinderela do mundo, depois de ter demolido centenas de casas e dezenas de fábricas numa zona rural nos arredores de Xangai.

O parque, construído em parceria com o grupo estatal Shangai Shendi, representa um investimento de mais de 5,5 mil milhões de dólares.

Uma habitante realojada pela companhia, afirma-se contente com a mudança:

“A Disney demoliu o antigo bairro há três anos e o governo indemnizou-nos. Os arredores da aldeia estão totalmente diferentes, antes a rotina era entre a fábrica e a casa, agora vivemos entre zonas verdes e flores, o ambiente tornou-se melhor”.

A construção do parque obrigou à demolição de uma aldeia e de 60 fábricas, deixando 700 trabalhadores sem emprego.

O governo fala de uma operação para combater a poluição na cidade, depois de ter ordenado o encerramento de 153 fábricas este ano.

Entre as pessoas afetadas pela construção do parque da Disney, encontram-se 200 funcionários de uma fábrica de karts, como Cao:

“Nós não vamos mudar-nos para Zhejiang para onde a fábrica foi transferida. Algumas pessoas trabalhavam nesta empresa há mais de dez anos. Temos que procurar um novo trabalho”.

Com uma entrada a 67 euros por pessoa, a Disney aspira cativar a classe média chinesa, apesar da crise económica que afeta o país.

A companhia, habituada a transformar a fantasia em realidade, afirma que o parque deverá criar mais de 140 mil postos de trabalho na região.

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