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França: Comandante da polícia e esposa mortos à facada por alegado simpatizante do Daesh

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De  Antonio Oliveira E Silva  com AFP, FRANCE TELEVISIONS
França: Comandante da polícia e esposa mortos à facada por alegado simpatizante do Daesh

<p>Um comandante da polícia e a sua mulher, secretária administrativa na esquadra de polícia de Mantes-la-Jolie (57 quilómetros a oeste de Paris), foram mortos à facada por um homem que disse ser fiel aos jihaditas do autoproclamado Estado Islâmico (EI) ou Daesh, pela sigla em língua árabe.</p> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="pt"><p lang="fr" dir="ltr">Policier tué: le forcené abattu, le corps d'une femme découvert, un enfant sain et sauf (Intérieur) <a href="https://twitter.com/hashtag/AFP?src=hash">#AFP</a></p>— Agence France-Presse (@afpfr) <a href="https://twitter.com/afpfr/status/742482719985258496">13 de junho de 2016</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p>O agente foi morto na rua onde vivia, por volta das 21 horas locais, quando voltava a casa, vestido à civil, depois de um dia de trabalho. O ataque teve lugar numa zona residencial na localidade de Magnaville, a 60 quilómetros a oeste de Paris, no departamento de Yvelinnes. </p> <p>Nascido em 1974, o polícia trabalhava em Mureaux, a cerca de 40 quilómetros de Paris, também no departamento de Yvelinnes.</p> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="en"><p lang="fr" dir="ltr">Un policier tué devant chez lui dans les Yvelines, le meurtrier retranché avec des proches de la victime <a href="https://t.co/dvHrnbdUuU">https://t.co/dvHrnbdUuU</a></p>— francetv info (@francetvinfo) <a href="https://twitter.com/francetvinfo/status/742462934325047296">June 13, 2016</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p>O atacante refugiou-se depois na casa do polícia, onde se encontravam a mulher e o filho da vítima, matando a primeira. Acabou por ser abatido pela força de intervenção especial da polícia, o Raid, depois de tentativas de negociação entre os agentes e o indivíduo. </p> <p>Pierre-Henry Brandet, porta-voz do ministério do Interior (Administração Interna), disse que, “uma vez que as negociações não deram qualquer fruto,” as forças de intervenção “decidiram começar o ataque por volta da meia-noite.”</p> <p>A equipa de intervenção encontrou o cadáver da mulher e o filho do casal, de 3 anos, em estado de choque, mas sem qualquer tipo de ferimento.</p> <p>Depois da intervenção das forças especiais, um helicóptero pousou a alguns metros da zona, enquanto era montado um perímetro de segurança.</p> <p>O ministro francês do Interior, Bérnard Cazeneuve, disse que “os homens do Raid deram provas de sangue frio, de um grande profissionalismo e conseguiram salvar o filho do casal.”</p> <p>“A morte do comandante da polícia e da sua companheira são o motivo de uma infinita tristeza,” disse o ministro Cazeneuve, através de um comunicado oficial. </p> <blockquote class="twitter-tweet" data-conversation="none" data-lang="pt"><p lang="fr" dir="ltr"><a href="https://twitter.com/hashtag/Magnanville?src=hash">#Magnanville</a> “Les négociations ne pouvant aboutir, il a été décidé de donner l'assaut” <a href="https://twitter.com/hashtag/AFP?src=hash">#AFP</a> <a href="https://t.co/zyJs64tsyP">pic.twitter.com/zyJs64tsyP</a></p>— Agence France-Presse (@afpfr) <a href="https://twitter.com/afpfr/status/742488493499240448">13 de junho de 2016</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p>O presidente francês, François Hollande, por seu lado, garantiu que seria feita luz sobre o drama e marcou uma reunião de urgência na terça-feira, volta das oito da manhã, no Palácio do Eliseu. Hollande classificou o ataque como “um drama abominável” na noite de segunda para terça-feira em comunicado enviado à Agência France Presse. </p> <p>Segundo a Amaq, agência de informação ligada aos jihadistas do Daesh, “um combatente do Estado Islâmico matou um polícia e a sua esposa perto de Paris.” A informação foi avançada pela página digital <a href="https://news.siteintelgroup.com/Table/Jihadist-News/"><span class="caps">SITE</span></a>, dedicada à vigilância de sites com conteúdo considerado jihadista. </p> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="en"><p lang="fr" dir="ltr"><a href="https://twitter.com/hashtag/Magnanville?src=hash">#Magnanville</a> : l'agence de presse de l'<a href="https://twitter.com/hashtag/EI?src=hash">#EI</a> revendique le meurtre du policier et de sa femme. <a href="https://t.co/c6QhPoYFOm">pic.twitter.com/c6QhPoYFOm</a></p>— Romain Caillet (@RomainCaillet) <a href="https://twitter.com/RomainCaillet/status/742505522251870208">June 13, 2016</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p>O ataque teve lugar apenas dois dias depois do massacre de Orlando, Florida, nos Estados Unidos, durante o qual um homem armado com uma arma de assalto e uma pistola matou 49 pessoas e deixou 53 feridos, muitos dos quais em estado grave. O ataque teve lugar numa conhecida discoteca <span class="caps">LGBT</span> e foi levado a cabo por um norte-americano de origem afegã. </p> <p>Os jihadistas do Daesh reivindicaram ainda os atentados de 13 de novembro de 2015, na cidade de Paris, que deixaram 130 mortos.</p>