This content is not available in your region

França: Comandante da polícia e esposa mortos à facada por alegado simpatizante do Daesh

Access to the comments Comentários
De  Antonio Oliveira E Silva  com AFP, FRANCE TELEVISIONS
euronews_icons_loading
França: Comandante da polícia e esposa mortos à facada por alegado simpatizante do Daesh

Um comandante da polícia e a sua mulher, secretária administrativa na esquadra de polícia de Mantes-la-Jolie (57 quilómetros a oeste de Paris), foram mortos à facada por um homem que disse ser fiel aos jihaditas do autoproclamado Estado Islâmico (EI) ou Daesh, pela sigla em língua árabe.

O agente foi morto na rua onde vivia, por volta das 21 horas locais, quando voltava a casa, vestido à civil, depois de um dia de trabalho. O ataque teve lugar numa zona residencial na localidade de Magnaville, a 60 quilómetros a oeste de Paris, no departamento de Yvelinnes.

Nascido em 1974, o polícia trabalhava em Mureaux, a cerca de 40 quilómetros de Paris, também no departamento de Yvelinnes.

O atacante refugiou-se depois na casa do polícia, onde se encontravam a mulher e o filho da vítima, matando a primeira. Acabou por ser abatido pela força de intervenção especial da polícia, o Raid, depois de tentativas de negociação entre os agentes e o indivíduo.

Pierre-Henry Brandet, porta-voz do ministério do Interior (Administração Interna), disse que, “uma vez que as negociações não deram qualquer fruto,” as forças de intervenção “decidiram começar o ataque por volta da meia-noite.”

A equipa de intervenção encontrou o cadáver da mulher e o filho do casal, de 3 anos, em estado de choque, mas sem qualquer tipo de ferimento.

Depois da intervenção das forças especiais, um helicóptero pousou a alguns metros da zona, enquanto era montado um perímetro de segurança.

O ministro francês do Interior, Bérnard Cazeneuve, disse que “os homens do Raid deram provas de sangue frio, de um grande profissionalismo e conseguiram salvar o filho do casal.”

“A morte do comandante da polícia e da sua companheira são o motivo de uma infinita tristeza,” disse o ministro Cazeneuve, através de um comunicado oficial.

O presidente francês, François Hollande, por seu lado, garantiu que seria feita luz sobre o drama e marcou uma reunião de urgência na terça-feira, volta das oito da manhã, no Palácio do Eliseu. Hollande classificou o ataque como “um drama abominável” na noite de segunda para terça-feira em comunicado enviado à Agência France Presse.

Segundo a Amaq, agência de informação ligada aos jihadistas do Daesh, “um combatente do Estado Islâmico matou um polícia e a sua esposa perto de Paris.” A informação foi avançada pela página digital SITE, dedicada à vigilância de sites com conteúdo considerado jihadista.

O ataque teve lugar apenas dois dias depois do massacre de Orlando, Florida, nos Estados Unidos, durante o qual um homem armado com uma arma de assalto e uma pistola matou 49 pessoas e deixou 53 feridos, muitos dos quais em estado grave. O ataque teve lugar numa conhecida discoteca LGBT e foi levado a cabo por um norte-americano de origem afegã.

Os jihadistas do Daesh reivindicaram ainda os atentados de 13 de novembro de 2015, na cidade de Paris, que deixaram 130 mortos.