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Presidenciais EUA: Bernie Sanders resiste a entregar nomeação democrata a Hillary Clinton

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Presidenciais EUA: Bernie Sanders resiste a entregar nomeação democrata a Hillary Clinton

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Hillary Clinton venceu esta terça-feira, no distrito de Columbia (Washington DC), a derradeira etapa das primárias Democratas rumo às presidências norte-americanas de 8 de novembro e confirmou, à condição, a nomeação do partido para concorrer à sucessão de Barack Obama. Bernie Sanders, o rival, ainda não atira, contudo, a toalha ao chão, questiona as regras eleitorais Democratas, em particular a figura dos “superdelegados”, e promete continuar a pressionar Hillary até à convenção partidária de 25-28 de julho.

Logo após a confirmação dos resultados na derradeira etapa das primárias (Hillary garantiu, em Washington, 79 por cento dos votos face a Bernie Sanders), os dois candidatos democratas ainda na corrida à nomeação do partido reuniram-se, à porta fechada, num hotel do centro da capital dos Estados Unidos.

(A América sempre foi um país de ‘nós” e não de ‘eu’. Nós sempre fomos mais fortes juntos.)

A reunião terá servido para se encontrar uma plataforma comum e garantir a união do partido face à oposição republicana na corrida à Casa Branca — Donald Trump, até ver, não tem rival e será à partida o nomeado republicano para tentar recuperar para o partido a liderança da maior economia do mundo (mais informação em baixo).

Apesar do resultado final das primárias ser claramente desfavorável, no final da reunião Bernie Sanders resistiu a entregar a nomeação a Hillary Clinton. Embora, o encontro pareça ser um sinal de que está aberto a uma coexistência pacífica, o facto de não deitar ainda a toalha ao chão parece também um aviso de que Bernie deverá continuar a manter Hillary sob pressão até a convenção, pressionando a rival e até o partido a assumirem algumas mudanças.

Antes da reunião com Hillary, Bernie mostrou-se muito crítico com a figura dos “superdelegados”, um estatuto dado a figuras de topo do partido, os quais podem a qualquer altura manifestar o seu apoio a um dos candidatos na corrida à nomeação, mas, até à derradeira convenção de onde sairá a decisão final do partido, alterar a orientação do respetivo voto.

“Temos de nos ver livres da figura dos ‘superdelegados’. A ideia de que temos neste caso 400 superdelegados comprometidos com um candidato oito meses antes do primeiro voto ser depositado nas urnas, para mim, é absurdo”, considerou Bernie Sanders (twit em cima), defendendo ainda outras “grandes mudanças” no processo eleitoral democrata de forma a integrar o povo ainda mais no partido.

Nas contas finais destas primárias, nos Democratas Hillary conseguiu um total de 2750 delegados, dos quais 571 são “superdelegados”, contra os 1848 de Bernie Sanders, o qual conseguiu apenas 48 “superdelegados”. O número mínimo de delegados para reclamar o triunfo nas primárias Democratas está fixado nos 2383.

Garantidos, Hillary tem apenas 2179 delegados. Em aberto, embora muito improvável, mantém-se a possibilidade matemática de Bernie somar aos 1800 delegados já garantidos o apoio de 583 “superdelegados”, o que inverteria o atual resultado.

(Devemos estar unidos contra o terrorismo. Trump é um divisor e ele não pode não ser presidente.)

Trump domina Republicanos… até ver

Nas contas finais Republicanas, por fim, Donald Trump não tem, para já, rival. O controverso empresário e magnata encerrou as primárias como único candidato na corrida Republicana, tendo ultrapassado facilmente os 1237 delegados necessários para reclamar a nomeação, somando um total de 1542.
(Obrigado, comunidade LGBT! Vamos lutar por vocês enquanto Hillary vai continuar a trazer mais pessoas para ameaçar a vossa liberdade e crenças.)

O “establishment” Republicano (as elites do partido), ainda assim, não se mostra muito satisfeito com a eventual representação de Trump na corrida à Casa Branca e antevê-se uma convenção partidária muito quente entre 18 e 21 de julho, em Cleveland, no estado do Ohio.

(“Temo-nos focado numa candidatura independente e eu ainda estou. Mas de momento surpreso com o súbito interesse numa revolta de delegados na convenção.”)

Uma ideia a circular entre os Republicanos é a da adoção de uma “convenção de consciência” onde os delegados fossem livres de votar na reunião em quem gostariam de ver como candidato do partido, havendo esperança no aparecimento de última hora de um candidato independente capaz de ombrear e derrubar Trump na convenção.

(Hillary Clinton tem 12 pontos de vantagem sobre Donald Trump numa nova sondagem da Bloomberg.)

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