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Relatório de nutrição 2016: Obesidade e excesso de peso "ganham quilos" no mundo

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Relatório de nutrição 2016: Obesidade e excesso de peso "ganham quilos" no mundo

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Acabar com a subnutrição até 2030 é o objetivo de um estudo do Instituto Internacional de Pesquisa de Políticas de Alimentação (IFPRI, na sigla original em inglês), que vai no terceiro ano e que esta semana publicou o relatório de 2016 com novas orientações para combater este problema global.

Destacamos quatro pontos desenvolvidos neste Relatório Global de Nutrição que nos deixam perceber o progresso na luta contra um problema que afeta de várias formas uma em cada três pessoas.

Obesidade e excesso de peso com aumento global

O relatório traça um quadro sombrio face ao número de pessoas obesas ou com peso a mais em todo o mundo. Refere que o problema tem vindo a crescer em praticamente todas as regiões e alerta que já representa um “desafio global impressionante.”

Dois quintos dos cinco mil milhões de pessoas em todo o mundo são obesos ou têm excesso de peso, indica o relatório. Outro dado é que uma em cada 12 pessoas sofre de diabetes de tipo 2, os quais podem ser causados por sermos mais pesados do que o devido.

O número de crianças com menos de cinco anos que tinham peso a mais em 2014 era de 41 milhões ou, em proporção, representava 6,1 por cento. Este resultado revelava um significativo aumento face aos estimados 31 milhões/ 4,8 por cento de 1990.

A Albânia, a Líbia, Montenegro e a Geórgia foram os piores países estudados em termos de crianças com menos de cinco anos e tendo excesso de peso — Todos com uma taxa acima dos 20 por cento (tabela A3.4). No extremo oposto surge, curiosamente, a Coreia da Norte, com “zero” por cento. O melhor país lusófono é a Guiné-Bissau, em 18.°, com 2,3 por cento, seguido do Brasil, em 74.° (7,3 por cento).

Os Estados Unidos, a Turquia , a Líbia, o Líbano e o Qatar estão entre os países onde mais de dois terços dos adultos são obesos ou apresentam excesso de peso (Tabela A3.8). Neste particular, Timor Leste surge na melhor posição global, com apenas 2,2 por cento da população adulta a revelar obesidade ou excesso de peso, o que não quer dizer — atenção! — que seja o país com a melhor nutrição entre os adultos.

Portugal surge na 94.a posição, atrás do Brasil (20 por cento) e ao lado de Alemanha, da Ucrânia e do Turquemenistão, com 20,1 por cento da população adulta acima do peso devido.

“Estar malnutrido é o novo normal”

“Uma em cada três pessoas sofre de uma qualquer forma de subnutrição”, diz Lawrence Haddad, corresponsável do Relatório Global de Nutrição, alertando: “Vivemos, agora, num mundo onde estar malnutrido é o novo normal. É um mundo que todos devemos reconhecer como totalmente inaceitável.”

A subnutrição pode englobar um vasto leque de problemas de saúde, incluindo a obesidade, a anemia e o nanismo, um problema de desenvolvimento que impede as crianças de crescer da mesma forma que outras da mesma idade. O relatório indica que 11 por cento do PIB é perdido na Ásia e em África devido à subnutrição e conclui que esse problema coloca “uma forte pressão em sistemas de saúde já de si frágeis.”

De uma forma geral, o mundo está fora da rota dos objetivos acordados em 2013, na Assembleia Mundial da Alimentação realizada em Genebra pela Organização Mundial de Saúde (OMS). As metas estabelecidas incluíam uma redução de 40 por cento no número de crianças com menos de cinco anos a sofrer de nanismo.

A subnutrição é fatal para milhões de crianças

O Relatório Global de Nutrição estima que cerca de 45 por cento das mortes de crianças com menos de 5 anos está relacionada com subnutrição. Este alto número ofusca, no entanto, o facto de se estarem a conseguir progressos nesta área.

O número de crianças a sofrer de nanismo, por exemplo, está a decrescer em todas as regiões exceto em África e na Oceânia. De uma forma geral, dos 667 milhões de crianças com menos de 5 anos em todo o mundo, 159 milhões são demasiado baixas para a respetiva idade (nanismo), 50 milhões não têm o peso suficiente para a respetiva altura (magreza) e 41 milhões têm peso a mais.

Melhores dados é a chave

O relatório apela a mais liderança política e investimento financeiro no combate à subnutrição, mas também realça o problema da falta de dados. “As falhas de dados representam significantes bloqueios ao progresso da nutrição por todo o mundo. Cada país apresenta um contexto próprio e deve reunir os dados nacionais e regionais que necessita para se poder analisar e agir na respetiva situação”, lê-se no relatório.

O Chef de cozinha inglês Jamie Oliver, durante um discurso na Assembleia Mundial de Saúde deste ano, em Genebra, afirmou ser importante possuir informação para que os países possam ser responsabilizados. “Significa que os obrigamos a comprometerem-se, o que, a um nível governativo global, é muito útil, proporciona uma concorrência positiva (entre os países) e se eles não cumprirem (os compromissos) podemos questioná-los porque não o fizeram”, afirmou o famoso Chef e apresentador de televisão.

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