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Euro2016, 1/4 final: Polónia sem saber com que "cara" vai encontrar Portugal

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Euro2016, 1/4 final: Polónia sem saber com que "cara" vai encontrar Portugal

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  • Polónia — Portugal, quinta-feira, 21h, Marselha;
  • Paás de Gales — Bélgica, sexta-feira, 21h, Lille;
  • Alemanha — Itália, sábado, 21h, Bordéus;
  • França — Islândia, domingo, 21h, Saint-Denis.

O Euro2016 entra esta quinta-feira nos quartos-de-final. Sob os holofotes, em Marselha, estarão Portugal e Polónia. A bola volta a rolar neste torneio a partir das 21 horas locais (20 horas em Lisboa).

As duas equipas terminaram a fase de grupos em segundo e terceiro dos respectivos grupos. Os polacos com duas vitórias, um empate, sete pontos e dois golos marcados no grupo C. Os portugueses com três empates, três pontos, quatro golos marcados e outros tantos sofridos, no F.

 

Casamento adiado

Thiago Cionek é um brasileiro de 30 anos naturalizado polaco em 2011 e que está em França a representar a Polónia neste Euro2016. Com uma passagem pela II Divisão portuguesa (Bragança) em 2006 e atualmente no Palermo, de Itália, este defesa-central estava de casamento marcado para este mês de junho com a namorada de há seis anos, a polaca Justyna. “Ficámos noivos há um ano e o casamento seria agora em junho, mas tivemos de adiar”, lamentou o jogador, utilizado nos 90 minutos da vitória da Polónia sobre a Ucrânia, em Marselha. Contra Portugal, Thiago pode ser um trunfo por entender o que dizem os portugueses.
Na primeira fase, a Polónia venceu pela margem mínima (1-0) a Irlanda do Norte, a abrir, e a Ucrânia, a fechar. Pelo meio, empatou a zero com a campeã do Mundo e histórica rival, a Alemanha. A grande estrela da equipa é Robert Lewandoski. O avançado do Bayern de Munique, contudo, está a jogar numa posição mais recuada e ainda não marcou qualquer golo neste torneio.

Nos oitavos-de-final, a Polónia defrontou a Suíça e saiu vitoriosa no desempate por penáltis (5-4) após o empate a um golo nos 120 minutos de jogo. Para a história dessa partida, ficou um dos golos mais bonitos do torneio marcado por Xherdan Shaqiri.

O pontapé de bicicleta do suíço empatou o jogo deu expressão a uma supremacia conseguida pelos helvéticos na segunda parte dos 90 minutos e no prolongamento — um período que Portugal terá estudado a fundo.

O guarda-redes polaco Lukasz Fabianski foi mesmo a figura do jogo com a Suíça, mas nos penáltis nem se destacou. À segunda série, o suíço Granit Xhaka falhou a baliza e abriu caminho ao apuramento da Polónia.

As duas faces de Portugal

Os portugueses abriram o grupo F a empatar a um golo com a Islândia. A crítica internacional deu, na altura, pouco mérito aos “vikings” e caiu em cima de Cristiano Ronaldo e respetiva equipa. Se calhar, entretanto, mudaram de opinião.

De facto, Portugal não começou bem o torneio e o selecionador Fernando Santos revelou nesta partida alguns equívocos na escolha do “11”, mas os islandeses iniciaram ali uma autêntica saga de sonho.

Depois surgiu a Áustria, que havia perdido com a Hungria e para a qual uma derrota seria o fim anunciado da presença no torneio. William Carvalho surgiu a titular na equipa portuguesa e a melhoria foi significativa, mas faltou eficácia no ataque. Até Ronaldo falhou um penálti — acertou no poste.

No derradeiro jogo, com a já apurada Hungria, uma derrota era o fim de Portugal. Um erro de Nani permitiu a Zoltan Gera adiantar os húngaros. Antes do intervalo, a passe de Ronaldo, Nani empatou.

Renato Sanches entrou ao intervalo e Portugal ganhou velocidade. Contra a corrente de jogo, de livre, Balázs Dzsudzsák adiantou a Hungria. Ronaldo respondeu com um golo magistral, de calcanhar. O mesmo Dzsudzsák bisou, de novo com muita sorte, e Ronaldo imitou-o de cabeça, numa grande jogada coletiva.

A 10 minutos do fim, o empate servia a ambas as equipas como as duas melhores do grupo e o jogo entrou num pacto de “não-agressão”. A vitória da Islândia, colocou Portugal como um dos melhores terceiros, mas obrigado a defrontar a Croácia três dias depois.

Nos oitavos, com escassos dias de descanso, Portugal enfrentou uma das melhores equipas da primeira fase com “11” refrescado: José Fonte a central com Pepe, Cédric na lateral direita e Adrien ao lado de William e João Mário no meio. A estratégia: dar a bola à Croácia, tapar os caminhos da baliza e contra-atacar pela certa.

Durante 90 minutos não houve sequer remates à baliza. No prolongamento, o mesmo. Até ao minuto 117. Num canto da direita, Perisic obriga Rui Patrício a grande defesa — a primeira de um guarda-redes no jogo. Na pressão defensiva de Quaresma, Ronaldo recuperou a bola, lançou Renato e “disparou” para a área contrária. A bola chegou a Nani, que assistiu o capitão. Subasic ainda defendeu o remate de Ronaldo — o primeiro de Portugal à baliza —, mas à boca da baliza Quaresma decidiu o jogo.

A crítica não gostou da exibição de Portugal. Fernando Santos respondeu: Às vezes, é preciso jogar mal para se ganhar títulos. Para estes “quartos-de-final”, um problema coloca-se agora à Polónia: que Portugal vão ter pela frente?

Pela história, em dez jogos, Portugal ganhou quatro à Polónia, mas o último foi há mais de dez anos (4-0, no mundial de 2002) e a verdade é que a história não ganha jogos.

Quem está suspenso nos quartos-de-final?

Nesta fase da competição, podem ser determinantes os cartões amarelos e, sobretudo, os vermelhos vistos nos jogos anteriores. Quatro jogadores estão impedidos de jogar nestes quartos-de-final, dois deles, da França: o médio defensivo N’Golo Kanté e o central Adil Rami. Um problema acrescido para Didier Deschamps face ao embate de domingo com os “vikings” da Islândia.

A Bélgica também vai enfrentar o País de Gales sem um central, Thomas Vermaelen. A Itália defronta a Alemanha sem o médio suplente Thiago Motta, um mal menor.

Os italianos são, ainda assim, a equipa que mais faltas cometeu neste torneio, 68 (56 sofridas), seguida de Portugal com 60 (55 sofridas). A Itália é também a equipa com mais cartões: 13 amarelos, mas ainda nenhum vermelho. Portugal tem apenas três cartões amarelos, a Polónia soma 8 e 46 faltas cometidas contra 62 sofridas.

Jogo do adivinha

Como sempre, continuamos a tentar adivinhar resultados de futebol aqui na euronews. Uma vezes com êxito, quase sempre… ao lado. Desta vez, apontamos ao Polónia-Portugal e prevemos um triunfo da equipa das quinas.

Depois de um empate (1-1) com a sensação Islândia, um nulo com a Áustria, um empate a três golos com a Hungria e uma suada vitória (1-0) com a Croácia, agora, Portugal — apostamos — terá entrado na senda das vitórias e vai eliminar a Polónia, com um triunfo por 2-1.

Não concorda? É fácil, entre neste nosso jogo do adivinha e partilhe nas nossas redes sociais a sua previsão usando o ‘hashtag’ #TheCornerScores.

Um nome “on fire” na boca dos adeptos

Um jogador encerrou a presença no Euro2016 nas bocas do mundo e sem ter jogado um único minuto. Tornou-se num dos maiores símbolos deste torneio como em tempos uma tal de “Elsa” o foi também no Festival Sudoeste, em Portugal.

À conta da boa disposição e das vozes afinadas dos adeptos da Irlanda do Norte, o avançado Will Grigg, de 24 anos, viu o seu nome ecoar pelas ruas e bancadas dos estádios franceses, mas não na lista de opções do selecionador Michael O’Neill. Nem mesmo face aos apelos dos adeptos de que o avançado que na última época marcou 25 golos em 35 jogos pelo Wigan estaria de “pé quente” e que “defesas” estavam “aterrorizadas”.

Até o ex-futebolista francês Eric Cantona entrou nas cantorias e nos apelos. Mas nem assim. Will Grigg voltou para casa frustrado sem ter jogado um só minuto no primeiro Europeu de sempre da Irlanda do Norte.

Há pontos de vista diferentes para cada história: a Euronews conta com jornalistas do mundo inteiro para oferecer uma perspetiva local num contexto global. Conheça a atualidade tal como as outras línguas do nosso canal a apresentam.

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