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Veteranos de guerra juntam-se a coro de críticas contra Trump

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Veteranos de guerra juntam-se a coro de críticas contra Trump

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De Barack Obama ao próprio campo republicano, passando pelas associações de veteranos de guerra, multiplicam-se as condenações dos comentários críticos de Donald Trump acerca da família de um soldado norte-americano muçulmano morto no Iraque.

O candidato republicano à Casa Branca insinuou que a mãe do capitão Khan se manteve em silêncio durante o discurso do marido na Convenção Democrática porque não teria sido autorizada a falar.

Num protesto em Nova Iorque, em frente à Torre Trump, Linda Sarsour, da Associação Árabe Americana dizia que o magnata “continua a ostracizar os muçulmanos que têm contribuído bastante para o país” e frisava que “o silêncio da senhora Khan falou mais alto do que qualquer palavra”.

A influente organização de Veteranos de Guerras no Extrangeiro afirmou que Trump “ultrapassou os limites”. Várias dezenas de famílias de soldados que perderam a vida em combate assinaram uma carta a exigir um pedido de desculpas formal do multimilionário.

Celeste Zappala, que também perdeu o filho no Iraque, diz que Trump precisa de reconhecer “que os sacrifícios de alguns são incomparáveis a qualquer outra coisa que alguém possa fazer no mundo dos negócios”.

A polémica pode ter um elevado custo político para o republicano, que nas últimas sondagens surge com 7 pontos de desvantagem face à rival democrata. Para aumentar a pressão, o milionário Warren Buffet juntou-se a Clinton num comício onde desafiou Trump a publicar a sua situação fiscal.

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