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Manbij está livre do Daesh: milhares de civis voltam a casa na Síria que resta

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Manbij está livre do Daesh: milhares de civis voltam a casa na Síria que resta

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Manbij foi libertada do controlo do Daesh pelas Forças Democráticas Sírias (SDF) e milhares de civis celebraram a vitória ao fim de mais de dois meses de ofensiva das forças sírias, apoiadas pelos Estados Unidos.

Antes da derrota, cerca de 2000 civis aprisionados na cidade haviam sido libertados e tantos outros levados pelos jihadistas na fuga para Jarabulus, sob domínio do Daesh, conseguiram escapar quando aí chegaram, segundo fontes locais, que reportam ainda o estado de choque de muitos dos civis que agora celebram a libertação da cidade do domínio do Daesh, onde havia entrado há dois anos.

Uma mulher grita na rua para os elementos das SDF: “ Deus os abençoe! Vocês são os nossos filhos, os nossos heróis, o sangue dos nossos corações, são os nossos olhos. Vão-se embora, Daesh, não queremos saber dos vossos snipers!”

As forças americanas crêem que a retoma de Manbij abre caminho ao esmagamento dos jihadistas em Raqqa.
As Forças Democráticas Sírias são predominantemente curdas e asseguram agora a desminagem e a segurança de Manbij e das estradas, como diz Abdul Rahman Jomaa Al-Salem, combatente das SDF: “Nós limpámos Manbij dos mercenários do Daesh e agora estamos a tirar as minas que ficaram nas casas e nas ruas e as pessoas podem regressar.”

A perda de Manbij por parte do Daesh impossibilita o uso estratégico das estradas de acesso a Alepo e à fronteira turca para mobilidade de combatentes, provisões e armas.

Este é o maior avanço da operação conjunta das forças especiais americanas com as sírias desde que a campanha contra o Estado Islâmico se lançou há dois anos. A ofensiva conjunta para Manbij começou no final de maio.

Em Idlib, no noroeste da Síria, pelo menos 22 civis morreram em ataques aéreos da aviação do governo de al-Assad e russa, diz o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, que dá conta ainda da morte de pelo menos 51 civis em Alepo em ataques similares. Segundo fontes locais, os ataques atingiram maioritariamente alvos civis.

A guerra na Síria vem de 2011, quando repressão de manifestações pró-democráticas causaram um mal estar interno latente, mas tornou-se complexa com a intervenção de países estrangeiros e o crescimento da força do Daesh. Já fez mais de 290 mil mortos e tornou milhões de pessoas em refugiados.

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