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R2CITIES: Uma nova e mais eficiente vida para os prédios antigos

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R2CITIES: Uma nova e mais eficiente vida para os prédios antigos

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Pode um complexo de edifícios, chamado Eco-Monster, tornar-se um modelo de eco sustentabilidade? Sim, pode. Em “Génova“http://r2cities.eu/News_And_Events/News/Italy-The-Energy-Efficiency-Way-Of-The-Washing-Machine-Shaped-Dwellings-In-Genoa.kl, Itália, existe um exemplo disso. Chama-se “Lavatrici”, foi construído entre 1980 e 1990, e a maioria dos apartamentos está alugada a pessoas com dificuldades económicas:

“As pessoas chamam a isto de “Lavatrici”, porque a forma como os blocos de apartamentos foram construídos faz lembrar máquinas de lavar empilhadas. A forma como foi construído, o edifício, dá a impressão de ser um monstro”, adianta Sergio Pandolfini, porta-voz desta comunidade.

Os problemas estruturais do edifício são visíveis quando chove. A água entra nos apartamentos e enfraquece toda a estrutura.

Mas que medidas podia a cidade de Génova tomar enquanto Itália está em crise económica?

A solução veio de uma iniciativa europeia, “R2CITIES”, que desenvolve estratégias para a gestão de projetos de renovação de edifícios e de melhoramento da sua eficiência energética.

“Para o Lavatrici, o projeto “R2CITIES“http://r2cities.eu/Project/The_Project.kl é uma oportunidade. De outra forma não teríamos a possibilidade de fazer algumas intervenções. Tem sido uma grande oportunidade”, explica Corrado Conti, engenheiro da autarquia.

O projeto pretende tornar energeticamente eficiente e economicamente sustentáveis edifícios antigos.

Para analisar as mudanças no consumo de energia, antes e depois da renovação, foi criado um apartamento modelo que é usado como laboratório de testes:

“Aqui estamos na sala central do apartamento, onde temos instalados os nossos terminais de monitorização. Podemos ver aqui os dados que são recolhidos nas diferentes salas: as leituras de temperatura em três alturas diferentes em cada quarto, a humidade relativa, a velocidade e a qualidade do ar, a concentração de CO2 e os valores de iluminação”, refere Renata Morbiducci, da Universidade de Génova e coordenadora do sistema de monitorização.

Com estes dados espera-se ajudar a reduzir os consumos de energia em 50 por cento, em cada apartamento.

“Em cada apartamento temos instalados satélites ou melhor, pequenas unidades com válvulas solenoides no interior, medidores de temperatura e outros dispositivos.

Quando o ligamos a uma unidade automatizada, podemos calcular e regular a temperatura do apartamento. Isso significa que podemos, remotamente, ler e faturar o consumo real de cada apartamento”, explica o engenheiro Conti.

E poupar dinheiro continua a ser é o mais importante:

“Não penso que já exista uma sensibilidade ecológica, tenho de dizê-lo. Parece-me que o tema da poupança, menor consumo e, portanto, custos mais baixos, tem mais efeito para as pessoas”, adianta Emanuela Fracassi, membro do Conselho de Génova.

Sérgio vive aqui há 20 anos e acredita que as melhorias podem tocar a todos:

“A necessidade de uma grande intervenção na estrutura do prédio, e no interior dos apartamentos, é clara. Isto é importante, porque senão podemos perder estes bairros quando se deterioram. Arriscávamo-nos a não poder recuperá-los no futuro”, refere Pandolfini.

Este projeto europeu está, atualmente, implementado em Génova (Itália), Valhadolid (Espanha) e em Yakacik (Turquia).

Estas estratégias serão, no futuro, utilizadas para construir e gerir projetos de renovação em larga escala por todo o mundo.

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