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NATO avalia produtos de ciberdefesa para investir 70 milhões de euros

A NATO pretende investir 70 milhões de euros em medidas de combate a ataques informáticos. A organização conta com as empresas privadas de alta tecnologia, que mostraram os seus produtos e serviços nu

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NATO avalia produtos de ciberdefesa para investir 70 milhões de euros

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“A cimeira da NATO, em Varsóvia, em julho, reconheceu o ciberespaço como o quarto domínio operacional, juntamente com a terra, mar e ar. A Aliança Atlântica pretende investir 70 milhões de euros em medidas de combate a ataques informáticos. É o momento para as empresas de alta tecnologia mostrarem os seus produtos, como por exemplo um telemóvel que bloqueia qualquer tipo de interferência”, explica o correspondente da euronews, Andrei Beketov, que esteve num simpósio sobre ciberdefesa organizado pela NATO, quarta e quinta-feira, na cidade belga de Mons.

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"Precisamos da indústria ao nível da sua capacidade de inovação, conhecimento e soluções"

China e Rússia são os principais adversários do Ocidente ao nível de hardware e software de ciberdefesa e continuam a apostar num controlo estatal deste tipo de produtos e serviços.

Questionado pela euronews se a NATO prefere concessionar a privados, o diretor da agência de cibersegurança da NATO, Ian West, disse que “não considero que estejamos a avançar para maior privatização. Há um reconhecimento de que as grandes organizações e os Estados não podem fazer isto sozinhos, precisam da ajuda da indústria”.

“Obviamente precisamos da indústria ao nível da sua capacidade de inovação, conhecimento e soluções. Porque essas soluções combatem as ameaças que todo o mundo enfrenta. A NATO não é diferente de qualquer outra organização”, acrescentou.

A NATO deverá lançar os primeiros concursos já em 2017 e atribuir a primeira fatia de contratos aos melhores concorrentes da indústria em 2018.