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Líderes europeus enfrentam impasse sobre acordo UE-Canadá


A redação de Bruxelas

Líderes europeus enfrentam impasse sobre acordo UE-Canadá

Ainda não há solução para o impasse sobre o futuro do acordo de livre comércio entre o Canadá e a União Europeia, que preocupa muitos cidadãos, ativistas e sindicalistas europeus.

Os ministros dos 28 Estados-membros com a pasta do Comércio não sabem como ultrapassar o veto de uma região belga.

No final de uma reunião, no Luxemburgo, esta terça-feira, a comissária europeia para o Comércio, Cecilia Malmstrom, explicou que “estamos em diálogo com o governo belga e outras entidades do país para tentar encontrar uma solução, ouvindo as suas preocupações”.

“Algumas dessas preocupações são parecidas com as de outros Estados-Membros. Parece que a decisão final, se houver, será tomada pelo Conselho Europeu”, acrescentou.

O tema passa, assim, para os chefes de Estado e de governo, na cimeira desta quinta e sexta-feira, em Bruxelas.

A solução poderá passar pelo recurso a tribunais superiores para resolver o veto da região da Valónia, que impede o governo federal belga de assinar o acordo.

Karel de Gucht, ex-comissário europeu do Comércio, de nacionalidade belga, disse à euronews que “na realidade estão em causa motivações políticas internas, porque o governo regional da Valónia inclui um partido de extrema-esquerda, o PTB, que está a receber alguma visibilidade e é por isso que contesta o acordo”.

O governo regional da Valónia, região francófona no sul da Bélgica, foi o único dos três governos regionais do país a vetar o acordo, que envolve 29 países.

A indústria da Valónia, região com quatro milhões de habitantes, sofre há anos os efeitos da globalização.

Um dos casos recentes foi o anúncio do fecho de uma grande unidade do fabricante norte-americano de máquinas de construção Caterpillar, em Charleroi, implicando dois mil despedimentos.

Depois de uma reunião com o presidente francês, François Hollande, o presidente do governo regional da Valónia, Paul Magnette, aludiu a contactos ainda por fazer com os canadianos, para procurar mudar o texto.

“O que nós queremos é que existam cláusulas juridicamente vinculativas que permitam que, se amanhã houver um conflito entre uma multinacional e um Estado, não se debilite a capacidade do Estado de regular, proteger os nossos serviços públicos, as nossas normas sociais, ambientais, tudo o que faz o modelo de sociedade europeia, ao qual estamos muito ligados”, explicou Magnette.

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