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Batalha por Mossul ameaça a vida de 600 mil crianças


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Batalha por Mossul ameaça a vida de 600 mil crianças

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Os combates e os bombardeamentos em Mossul começaram segunda-feira e deverão prolongar-se até que último grande bastião no Iraque do grupo terrorista Estado Islâmico seja reconquistado. A ofensiva conhecida por “batalha por Mossul” está, contudo, a ameaçar a vida de mais 1,2 milhões de civis, incluindo 600 mil crianças, alerta o gabinete das Nações Unidas para a Coordenação dos Assuntos Humanitários (OCHA, na sigla inglesa).

Estima-se que cerca 1,5 milhões de pessoas permaneçam em Mossul. A Organização Internacional para a Migração (IOM) adianta que 5400 pessoas já terão fugido da cidade devido às operações militares em curso há pouco mais de 24 horas.


 

Números de pessoas obrigadas a fugir no Iraque:

  • 1,5 milhões de civis permanecem em Mossul (UNOCHA);
  • 1,2 milhões de civis estão perigo em Mossul — 600.000 serão crianças (UNOCHA);
  • 5400 pessoas deslocadas de Mossul (IOM);
  • 166,285 deslocados de Erbil, Ninewa, Salah al-Din e Kirkuk desde abril (UNOCHA);
  • 3,3 milhões de deslocados no país desde janeiro de 2014 (UNOCHA);
  • 233,489 refugiados iraquianos fugiram para outros países vizinhos (UNOCHA).


Perante a violência dos combates, a Cruz Vermelha Internacional apela a todos os envolvidos na ofensiva a pouparem os civis e a permitirem a evacuação em segurança dos feridos.

“A nossa principal preocupação, neste momento, é a população civil. A operação militar está em curso em Mossul e estou segura de que os civis — as crianças e todas as pessoas — estão muito preocupadas, podem tentar fugir e ser apanhadas pelo fogo cruzado”, alertou a chefe da delegação da Cruz Vermelha no Iraque.

Katharina Ritz estimou ainda que o seu organismo poderá vir “a ajudar cerca de 800 mil pessoas nos próximo meses”, na sequência desta operação em Mossul.

Vários campos de acolhimento de refugiados estão a ser preparados por diversas organizações humanitárias. A Agência da ONU para os Refugiados (ACNUR), por exemplo, pretende montar mais 11 acampamentos para lá dos cinco já existentes e à espera de 45 mil refugiados.

Perante a situação crítica em Mossul, William Spindler, o porta-voz do Alto Comissário das ONU para os Refugiados, receia que estejamos a caminho de uma “catástrofe” humanitária para a qual será necessária a maior e mais complexa resposta global deste ano.

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