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Calais: As crianças da "selva" que ninguém quer


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Calais: As crianças da "selva" que ninguém quer

Cerca de 50 menores partiram, esta sexta-feira, do que resta do acampamento conhecido como “a selva”, e Calais, no norte de França, rumo a centros de acolhimentos espalhados pelo país.

Centenas de migrantes permanecem no local, apesar das obras de demolição terem começado no início da semana. Estas pessoas, na sua maioria provenientes do Sudão ou do Afeganistão, pretendem atravessar o Canal da Mancha, rumo ao Reino Unido, onde dizem terem já familiares.

“Estou há oito meses na ‘selva’. Os meus amigos partiram todos. A minha irmã e dois dos meus primos vivem no Reino Unido. Algumas das pessoas que partem daqui não têm ninguém no Reino Unido. Porque é que eu não vou? Eu quero ir para o Reino Unido!”, exclama este menor do afegão.

As organizações humanitárias, no local, criticam as autoridades francesas por terem iniciado a demolição sem terem acautelado locais próprios onde os migrantes, em especial as crianças, pudessem passar as noites.

“As autoridades não ofereceram nenhuma solução. Se não fossemos nós, onde é que estas crianças iriam dormir? Na ‘selva’? Não é seguro. Ontem, houve um grande incêndio ao pé da ponte. A ‘selva’ nunca foi um lugar para crianças. Nunca. Mesmo quando estava mais ou menos… Agora, definitivamente, não é um lugar seguro para as crianças”, afirma a voluntária Gloria Micallef, da Care4Calais.

A situação de Calais tem provocado tensões entre os Governos de Paris e Londres.

França afirma que mais de 1400 crianças encontraram abrigo nos arredores da cidade portuária e que o Reino Unido recebeu, até agora, 274 menores.

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