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Aprender Lindy Hop em Budapeste com portugueses e um brasileiro


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Aprender Lindy Hop em Budapeste com portugueses e um brasileiro

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Profissionais e amadores dos quatro cantos do mundo participaram este ano na 10.a edição do Lindy Shock University, um evento de ensino e partilha de conhecimentos na pista de dança em torno do swing, o ritmo mais festivo e dançável da música jazz.

Katja Završnik é da Eslovénia, tem participado em praticamente todas as edições e salienta o fator social desta iniciativa: “Nesta dança, conhecemos muitas pessoas novas e isso é maravilhoso, mas também é ótimo ter alguns amigos que podemos encontrar noutros eventos e, depois, claro poder dançar com todos eles.”

O estilo Lindy Hop nasceu nos anos 20 do século passado. Misturava uma série de outros estilos de dança e evoluiu ao lado da música jazz daquela altura. Era muito popular por alturas da era do swing e das “Big Bands”, no final dos anos 30 e início dos 40.

O fundador e organizador deste evento em Budapeste conta-nos que “até final dos anos 90, o Lindy Hop foi apenas um estilo de música, mas a dança tem vindo a ser redescoberta”. “Mais do que preservar uma cultura, transformou-se também num estilo de vida. Muitos jovens têm vindo a aderir. Tornou-se muito popular na Europa e eu espero que em Budapeste também se torne”, deseja Marcell Bendik.

Para além da música e das coreografias, a roupa e os sapatos também são muito importantes para evocar a atmosfera da época do Swing. A química entre a pista de dança e o palco evolui à desgarrada, com os dançarinos a reagirem à improvisação dos músicos.

Participante oriunda da África do Sul, Shivani conta-nos que se deparou “pela primeira vez com esta dança num clube de jazz em Londres”. “As pessoas dançavam e pareciam divertir-se muito. A música era boa. O culto desta dança é ótimo. As pessoas vestem-se a rigor. É um bom escape e muito divertido”, garante.

Entre os professores presentes em Budapeste, encontrámos este ano um brasileiro e um casal português. David e Cátia (video promocional em baixo) começaram a dançar e a ensinar em 2011, lê-se na apresentação na página oficial do Lindy Shock University, tornando-se desde então professores internacionais.

O brasileiro Felipe Braga forma par com a norte-americana Laura e elogia a diversidade de pessoas que adere ao Lindy Hop: “por exemplo, matemáticos, por isso há muitos cientistas nesta comunidade. Aqui, eles podem exprimir-se porque esta é uma dança muito livre. Não precisa de aptidões especiais e eles brilham na pista. São realmente muito bons.”

A 10 edição do Lindy Shock University termina esta quarta-feira em Budapeste. De acordo com um júri composto por professores, a atuação de uma dupla russa, Maria Filipova e Danii Nikulin, foi a melhor deste ano.

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