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Moscovo anuncia trégua humanitária de dez horas em Alepo, na sexta-feira

Moscovo decidiu prolongar a interrupção dos bombardeamentos na cidade síria de Alepo até às 19 horas locais da próxima sexta-feira, anunciou esta quarta-feira o chefe de Estado Maior do Exército da Rú

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Moscovo anuncia trégua humanitária de dez horas em Alepo, na sexta-feira

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Moscovo decidiu prolongar a interrupção dos bombardeamentos na cidade síria de Alepo até às 19 horas locais da próxima sexta-feira, anunciou esta quarta-feira o chefe de Estado Maior do Exército da Rússia, general Valery Gerasimov.

A “trégua humanitária”, ordenada por pelo presidente russo, Vladimir Putin, deverá permitir que, durante um período de dez horas, os civis abandonem Alepo por seis corredores, enquanto os membros dos grupos armados poderão fazê-lo por dois: um, na direção da fronteira sírio-turca, e o outro rumo à cidade síria de Idlib, disse Gerasimov.

Vídeos divulgados nos últimos dias pelo exército sírio mostram confrontos na zona ocidental de Alepo, onde as milícias rebeldes atacaram as forças governamentais numa tentativa de quebrar o cerco mantido pelo exército aos bairros orientais da cidade.

Alepo tem sido cenário de combates extremamente violentos, enquanto as organizações humanitárias alertam que a população civil está presa em fogo cruzado.

A ONU acusou na terça-feira os grupos armados opositores e o governo sírio de cometerem crimes de guerra com bombardeamentos indiscriminados e armamento pesado contra áreas residenciais de Alepo, demonstrando um total desprezo pela vida dos civis. “Ambas as partes do conflito estão a cometer potencialmente crimes de guerra”, declarou em Genebra a porta-voz do Gabinete de Direitos Humanos da ONU, Ravina Shamdasani.

Numa entrevista recente a jornalistas americanos, o presidente sírio Bashar Assad acusou os média ocidentais de estarem a pintar uma imagem a “preto e branco” na qual ele é o mau da fita e os terroristas são chamados “combatentes pela liberdade”.

Em cinco anos de guerra civil, pelo menos 500 mil cidadãos sírios perderam a vida e milhões foram obrigados a abandonar as suas casas.