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Milhares de iranianos clamam "morte aos Estados Unidos"


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Milhares de iranianos clamam "morte aos Estados Unidos"

Milhares de iranianos expressaram esta quinta-feira ódio e cantaram pela “morte” dos Estados Unidos durante a comemoração do 37.° aniversário da invasão da embaixada norte-americana em Teerão. As manifestações incluíram também a queima de bandeiras norte-americanas e apelos para cautela na atual diplomacia com Washington.

Uma estudante explicou estar presente nas manifestações “para cantar ‘slogans’ que representam um forte murro na cara da América”. “A América nunca mais pode tocar no nosso país e, como diz o nosso líder: a América não pode fazer nada”, acrescentou Zahra Jafari.

A agência de notícias iraniana, a IRNA, sublinhou que o objetivo dos manifestantes era o de “mostrar ódio pela arrogância global e renovar lealdade aos princípios islâmicos promovidos pelo pai da revolução islâmica de 1979, o malogrado Imã Khomeini.”

A invasão da embaixada dos Estados Unidos em Teerão aconteceu a 4 de novembro de 1979, coincidente com o 13.° dia do mês Aban, no calendário iraniano. A tomada do edifício surgiu na sequência de uma manifestação de estudantes, tendo o dia ficado conhecido como “13 Aban” ou como o “Dia do Estudante”.

A invasão foi seguida pelo sequestro de 66 cidadãos norte-americanos, entre diplomatas e civis — 52 deles ficaram cativos durante 444 dias (entre 4 de novembro de 1979 e 20 de janeiro de 1980). À altura, o caso decretou o corte de relações entre ambos os países.

Irão e Estados Unidos voltaram a aproximar-se no ano passado e tiveram o ponto alto na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, quando o Presidente norte-americano Barack Obama se cruzou com o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano Mohammad Javad Zarif e ambos trocaram um amistoso aperto de mão.

Foi o primeiro aperto de mão, noticiou então o jornal britânico The Guardian, entre um presidente dos Estados Unidos e um alto diplomata iraniano desde a revolução islâmica de 1979.

Meses depois, os dois países foram signatários do acordo nuclear iraniano, que permitiu levantar grande parte das sanções internacionais que pairavam há anos sobre o Irão. O atrito, contudo, entre os iranianos mais concervadores e os Estados Unidos não acabou e a evocação do “13 Aban” confirma-o a cada ano.

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