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Mossul: Violentos combates entre exército iraquiano e Daesh

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De  Euronews
Mossul: Violentos combates entre exército iraquiano e Daesh

<p><strong>Com Lusa e Associated Press</strong></p> <p>As forças especiais iraquianas lançaram um ataque em duas frentes para penetrar no centro urbano de Mossul, desencadeando os mais intensos combates contra membros do grupo jihadista Estado Islâmico ou <em>Daesh</em>, desde que a ofensiva começou, há quase três semanas.</p> <p>Segundo a Associated Press, avistavam-se, no local, colunas de fumo sobre os bairros do leste da segunda maior cidade do Iraque.</p> <p>Os combates prosseguiram após o anoitecer, com explosões e fogo de metralhadoras a ecoar pelas ruas.</p> <p>Horas antes, colunas de veículos blindados atravessaram o deserto para criar a nova frente de ataque, abrindo caminho enquanto apertavam o cerco aos bairros de classe média Tahrir e Zahara.</p> <p>Sete atacantes suicidas em veículos com explosivos avançaram em direção às tropas, e dois deles detonaram as suas cargas.</p> <p>Os restantes foram destruídos, incluindo um ‘bulldozer’ que foi atingido por um ataque aéreo da coligação internacional liderada pelos Estados Unidos.</p> <p>As tropas que estão a avançar também foram atacadas com fogo pesado de morteiros e mísseis anti-tanque.</p> <p>Pelo menos cinco soldados das forças especiais foram mortos e um oficial e três soldados ficaram feridos.</p> <p>O <em>Daesh</em> luta pelo controlo de Mossul, enquanto as forças iraquianas e as tropas curdas aliadas se aproximam de todos os lados, apoiados pela coligação internacional.</p> <p>Na terça-feira, as tropas iraquianas entraram no perímetro da cidade pela primeira vez em mais de dois anos.</p> <p>As forças iraquianas enfrentam ainda semanas, talvez meses, de combates de rua.</p> <p>Mais de um milhão de civis continua em Mossul, o que torna mais difícil o avanço. Os combatentes do EI encaminharam milhares de residentes para as zonas mais edificadas da cidade, para os usarem como escudos humanos.</p> <p>Mossul é o último grande bastião do EI no Iraque, e expulsar o grupo jihadista da cidade será um profundo golpe para a sobrevivência do autoproclamado califado, que se estende até à Síria.</p>