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Fuga da batalha por Mossul: O reencontro de familiares que não se viam há anos


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Fuga da batalha por Mossul: O reencontro de familiares que não se viam há anos

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Duas semanas e meia após o início pelas forças iraquianas da ofensiva para recuperar Mossul ao grupo terrorista autoproclamado Estado Islâmico (“Daesh”/ ISIL), milhares as pessoas continuam a fugir todos os dias daquele que se diz ser o derradeiro grande bastião dos “jihadistas” no norte do Iraque.

Os refugiados partem em busca de abrigo nos acampamentos levantados por entidades humanitárias a algumas dezenas de quilómetros de Mossul. Ao drama de largarem tudo para salvar a vida, por vezes junta-se a felicidade de reencontrarem familiares há muito perdidos.

Foi o caso de Souad Mohammed, que reencontrou a mãe dois anos e meio depois e acusa o grupo Estado Islâmico de não seguir de facto o Islão ao proibi-los de verem a família.

“Os meus irmãos, a minha mãe, os meus tios e tias. Não os via há dois anos e meio. O ‘Daesh’ alega seguir o Islão, mas no Islão a família é importante. Como podem eles valorizar a família, se eu não via a minha mãe há dois anos e meio? Eles não valorizam, eles separam famílias”, sublinha esta deslocada.

Souad Mohammed admitiu sentir “um misto de emoções” à chegada ao acampamento de Khazer, um dos campos das Nações Unidas (ONU) levantado a leste de Mossul. “Sinto-me feliz e com medo. Estou nervosa. Tenho medo pelos meus filhos que um morteiro nos possa atingir. Ao mesmo tempo, estou feliz por termos escapado. Esperava reencontrar a minha família. Era importante para mim ver a minha mãe”, acrescentou.

Só durante o dia de sexta-feira mais de três mil refugiados deram entrada num outro campo gerido pela ONU, o de Hasansham. Fugiram dos intensos combates pela reconquista de Mossul entre as forças iraquianas e os “jihadistas.”

As notícias deste sábado, adiantadas pela agência de notícias curda, a Rudaw, dão conta da entrada das forças iraquianas em Hamam al-Alil e de já ter sido inclusive hasteada a bandeira do Iraque no centro desta cidade situada 15 quilómetros a sul dos limites de Mossul. Ainda assim, os combates ali mantêm-se intensos.

Recorrendo a civis como escudos humanos (há relatos de que a população de Hamam al-Ali terá triplicado nas últimas semanas como os civis para ali transferidos), o “Daesh” resiste e contra-ataca com recurso a motos, alegadmente para evitar os raides aéreos.

A nordeste de Mossul, entretanto, Al-Zahra já foi recuperada aos “jihadistas”, mas muitos dos residentes desta localidade nem hesitaram perante a possibilidade de fugir. Desde o início da batalha por Mossul cerca de 30 mil pessoas já terão fugido dos combates naquela região.

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