Turquia: Partido pró-curdo abandona parlamento após detenção de 12 deputados

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De  Euronews
Turquia: Partido pró-curdo abandona parlamento após detenção de 12 deputados

<p>A oposição pró-curda da Turquia decidiu boicotar o parlamento após a detenção de doze deputados do partido, acusados de ligações terroristas.</p> <p>Os membros do partido <span class="caps">HDP</span> justificaram o abandono das sessões parlamentares com o que consideram ser, “um ataque do governo contra a democracia”.</p> <p>O segundo maior partido da oposição controla atualmente 59 assentos do parlamento.</p> <p>Segundo o porta-voz da formação, Ayhan Bilgen, “depois das discussões com o nosso grupo parlamentar e o comité executivo do partido, decidimos suspender toda a atividade legislativa após o maior e mais obscuro ataque na nossa história democrática e lançar um processo de consultas com o nosso povo”.</p> <p>Entre os 12 deputados do <span class="caps">HDP</span> detidos na sexta-feira encontram-se os dois co-líderes da formação, Selahattin Demirtas e Figen Yuksekdag. </p> <p>Um gesto que inflama as críticas internacionais contra o regime de Ancara, que tinha já detido milhares de militares, ativistas, juízes, jornalistas ou universitários após o golpe falhado de julho.</p> <p>O presidente e primeiro-ministro turcos defenderam hoje a decisão da justiça, acusando os deputados do <span class="caps">HDP</span> terem ligações aos separatistas curdos do <span class="caps">PKK</span>, algo que a formação sempre negou.</p> <p>Face às ameaças de Bruxelas de suspender o processo de adesão de Ancara à UE, o presidente Erdogan acusou hoje a Europa de “apoiar o terrorismo, ao “dar refúgio a membros do <span class="caps">PKK</span> (separatistas curdos)”. </p> <p>Respondendo às críticas sobre a deriva autoritária do governo turco, Erdogan afirmou, “eu não me importa que me chamem de ditador, o que me interessa é o que o meu povo pensa de mim”.</p> <p>O jornal alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung revela, na sua edição deste domingo, que o próximo relatório da UE sobre a Turquia, sublinha os “importantes retrocessos do país”, em matéria de direitos humanos e liberdade do poder judicial.</p> <p>As autoridades turcas tinham detido na semana passada 15 jornalistas do Cumhurryiet, um jornal da oposição, acusados igualmente de ligações ao terrorismo.</p>