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Eleições EUA: Uma noite de emoções fortes

Foi uma noite longa.

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Eleições EUA: Uma noite de emoções fortes

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Foi uma noite longa. A ansiedade estampada nos rostos dos norte-americanos refletia a tensão destas eleições, consideradas as mais controversas da história dos Estados Unidos.

As sondagens atribuíam vantagem a Hillary Clinton, mas foi Donald Trump quem venceu a corrida à Casa Branca, apesar de toda a polémica que criou.

É o caso do muro que o candidato republicano queria construir na fronteira com o México, para impedir a imigração ilegal.

Em Nova Iorque, um grupo de Mariachis atuou, em forma de protesto, frente à torre Trump.

“Tentamos divertir-nos depois destas eleições. Foram muito tristes. Tiveram um grande impacto em todos nós. Portanto, aproveitamos este momento para ter alguma alegria, agora que as eleições terminaram”, disse um membro do grupo mexicano.

O candidato republicano ia assumindo a liderança em estados-chave e o nervosismo aumentava entre os expatriados americanos, na sua maioria apoiantes de Clinton. A esperança manteve-se até Donald Trump ser dado como vencedor.

“Penso que estamos tão nervosos como eles estão nos Estados Unidos. Estamos tão nervosos que queríamos que isto acabasse rapidamente e que ela ganhasse”, referia Julie Guliano, cidadão norte-americano a residir no México.

Florida era um estado decisivo, com 29 delegados.
A vitória dos republicanos neste estado inverteu o rumo das votações e os apoiantes de Trump não esconderam a sua alegria.

Na embaixada norte-americana em Londres, a atmosfera foi de consternação. O choque do referendo de junho, que resultou na vitória do “sim” à saída do Reino Unido da União Europeia continua bem presente na mente de todos. “Os meus amigos britânicos diziam-me que era impossível o Brexit acontecer e eu, como estrangeiro, acreditava que estavam errados. Há pessoas que se sentem desprotegidas por verem o seu país, o seu mundo, ruir, porque não querem que isso aconteça. O sentimento é exatamente o mesmo nos Estados Unidos”, afirmou um músico norte-americano.

Também em Filadélfia, onde a vitória da candidata democrata era dada como certa, os apoiantes começavam a temer o pior.

“Está mais renhido do que algumas pessoas esperavam. Mas em muitos dos Estados em que se espera que Clinton vença ainda não saíram os resultados. Espero que mudem a partir daqui. Por isso, sim, estou ansiosa”, dizia uma apoiante de Clinton.

Por volta das 2 horas da manhã, em Nova Iorque, o diretor da campanha de Hillary Clinton dirigiu-se às pessoas e pediu-lhes para ir para casa.

Pouco depois Donald Trump alcançava o número mínimo de votos do Colégio Eleitoral (270) necessário para vencer a corrida, tornando-se assim no 45.° Presidente dos Estados Unidos da América.